Sexta-feira, Setembro 14, 2007

À minha..., e à tua..., à vossa e, já agora...


A todos, pois então...




créditos: still de "To President...", José Maçãs de Carvalho - Artista Visual.

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Quarta-feira, Agosto 08, 2007

Olhómetro

Olho grande??


Isso tens tu!
ups, desculpa...


assim é que é! (e lá que foi ou lá o que fosse)



























































































































































































Ora viram?

(este truque aprendi eu com o Maradona)

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Terça-feira, Agosto 07, 2007

Tenho de

Pensar, melhor
nisto tudo.

E, então, enquanto esperam, uma velha estória:


de dia num como,
penso em ti.

à noite num durmo,
tenho fome.

Iluminem-me, S.F.F.

Sou um deslumbrado, sempre o fui. quer isto dizer que já vi a "luz",,, diversas vezes.

Atenta:
- o deslumbre surge sempre dos domínios da fruição estética,
- é, portanto, um gozo.
- numa estranha combinação sensação-emoção,
- como todos os outros... (gozos, claro).
(- lembram-se de alguns?
- sabem quais são?

e É isso. sempre bom, sempre igual e sempre diferente
Cousa boa, melhor mesmo do que ser deslumbrante. ...o que, de outro modo, também tem a sua graça, claro.)

Isso. pura e simplesmente. tiveste o condão de me deslumbrar. E agora aqui tens:D ois palácios... melhor, um palhácio a olhar para um palácio. mais, uns 30 bois de premeio. É linda, a imagem, pelo menos daqui onde estou, olhando fixamente, aí, para cima. E sem saber como te diga, aquilo, que só gostaria de sussurrar

Já não sei como comunicar contigo.
Quer-se dizer, saber sei... agora como?? num sei.

Hmmm, também sou susceptível... a pequenos promenores, a quoisas que me aborrecem.
Acho que te cheguei a dizer que em relação à felicidade me sentia como uma espécie de camelo. Que pequenas ou grandes alegrias me chegavam para muitos dias... Mas num sei o que fiz,...ca'conteceu e pufff!. agora... maizómenos sei o que te diga, num sei é como.


tropecei nesta tua frase: "Sou sozinh@, sou de vontades, sou de liberdades, sou de dores, sou incompletamente feliz." e para mim seria quase uma conversa acabada. pois,
Parabéns, Cortaste-me o pio.

É que... nem se discute, Os últimos cómantes, "as últimas postas foram conscientemente afixadas a olhar" descaradamente... despudoradamente para ti, é verdade. e. é justo. à coisas que são muito ruidosas, à outras que fazem barulho. Todos temos "lá" os nossos sonhos, portanto não nos bulam com a (c)alma nem com a paz de espírito.
Mas, tenho-me descoberto a falar contigo (??? (deve tratar-se de um acto falhado. o que eu queria dizer era "encontrado, dado por mim...")), bom, para ti, só, vai dar ao mesmo. e com liberdades que deveriam ser for your ears only. ...daí que (num) espere sensura. mas que a aceite, daí...

Tentei escrever-te um mail, atabalhoado, ficou mal... tão confuso que desisti... depois pensei em postá-lo... clique! Odiei, e removi-o.
se num resistir, comento no teu blogue... dou-lhe um dois minutos,,, e corro a apagá-lo... (num) Fica, para'li um comentário à laia de e-mail, a aboborar na tua caixa de correio... São os e-mailes possíveis que te consigo enviar.
Maizestes

___ por_vezes_sei_lá_o_que_digo___________ padeço do aborrecido síndroma
de pensar mais rápido do que falo, e, na condução dos pensamentos, tento manobras de actualização,,, em sistemáticos refresh's___ ________ deve haver muito mais gente como eu...Ao nível da comunicação, táza ver os filmes do tarantino e outros que tais-tão-na-moda? é pois isso.
Hmmm, num são propriamente esquisófrenias... antes suaves engolhos, resquícios de um primevo autismo. de uma infância maravilhosa.

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E, o que é tão ou mais complicado,

lembras-te da primeira vez que te ofendi?

Como expliquei no poste anterior, reconheço que, amiúde, falo de mim para mim e acerca de moimemme. E, portanto, impõem-se uma errata:
onde se leu: "Tu não existes!"
é favor ler: "Tu não M'existes!" Me, Me!!!

Lá de onde estás... maizó teu apego às coisas (o apego é confortável, num é? tais-como-são-e-assim-como-já-foram...) apesar de tu do -e do que fica por fazer-, ansiando por mais, muito mais,... Rapunzel. Personagem de conto de fadas que habita no arco-da-velha, Mas, Óh Musa Confusa, o espírito é cousa immaterial. e dura e simplesmente assim te me quedas: como feérica criatura (...e é verdade que tens constituição de fada.)


___________ Mas nunca foi um comentário para ferir... assim como todos os outros (para todos os quantos), em que tu preçaste ou tropeçaste não foram propriamente para seduzir. propriamente propriamente (espera, deixa-me pesar a palavra)...

...e desde então, desde aí, ainda hoje sou atingido pelos escolhos que, volta num volta atiras, certeira, da serra-montanha-abaixo. Autênticos calhaus rolantes afiados como se por farpazinhas de abelha. Quase que te vejo, emboscada e enroscada, lá por cima, entretida por gatos, paisagens bucólicas e as memórias que residem/resistem no teu enorme coração, afiando os calhaus mais bonitos que por lá encontras.

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Sábado, Agosto 04, 2007

Antes demais

Pronto, irritei-te.
É invariável. Cometo muitas vezes o mesmo erro - estou, estritamente, a falar ao nível da comunicação humana. - Sou demasiado assertivo com determinado tipo de assuntos que me empolgam. (vamos lá ver, meio a sério, meio a brincar)

Por vezes, falo (para quem me ouça) com uma convicção tal que sugere que não resta lugar para grandes dúvidas. E quanto às pequenas... entretanto estendi-lhes um campo minado disposto de tal ordem que pouca gente se arrisca a atravessar.
Aquele espaço que medeia, entre mim e o interluctor, fica amíude preenchido com uma via de sentido único, as placas de trânsito determinam um enorme "encosta aí! aproxima-se um veículo pesado, um lógo monólongo com reboque". Esta determinação costuma ser defendida com o eficiente apoio de barragem de artilharia verborrial: "Escuta... escuta..." e outros tipos de munição. É, em suma um defeito-feitio, uma desgraçada de uma retórica musculada até ao átomo, uma espécie de dialética manhosa e desónesta. (Se me apetecer, é claro... posso num estar a fim.)
Disse um amigo brasileiro a propósito das brigas: "pago para não entrar. Nunca pago para sair." Enfim, tem vezes, tem vezes que pago para entrar. Se o assunto envolver televisão, politica, religião, política e politica é iquase incontrolável: insisto em levar a bicicleta para casa. (Quais marketing quaisquê?! Eu como-lhes é a cabeça!)

É uma dialéctica marada. Daquela em que nem te ouço. Resulta daí que volta num volta fico a falar sozinho. Embaciam-se-lhe os olhos e o interluctor fica a olhar para um ontem que ficou mesmo por detrás do sol posto.

Na verdade... Nestas ocasiões, e mesmo quando o assunto é a felicidade alheia, mesmo quando afirmo, convicto, coisas como: "Quais quê?!? V. sabe lá. É feliz sim senhor!" Bom, na realidade e metendo a mão na consciência, acho que não estou a falar dos outros... estou a falar de mim. A pintalgar o mundo com as minhas cores. De maneira torcida faço aquilo que sensuro nos outros, isto é, julgá-los de acordo com os meus padrões. O que é coisa que não se faz. Por exemplo: Fulano teve determinada atitude, pois, Belcrana assiste a tudo e pensa "se fosse eu a fazer assim era por isto e por aquilo..." daí Belcrana infere o estado de espírito e os motivos pelos quais fulano agiu como agiu. Está mal. É abuso e costuma redundar em bostada. Portanto, reconheço o "mal", e tenho cosnsciência (à posteriori, sempre à posteriori) quando incorro neste erro. "Quais quê?!?! Eu é que sei, Você é feliz, aliás,,, se eu fosse a si era mesmo muuito feliz!"
Compreenda-se, acho que estou sempre a falar por mim, de mim e para mim. E por vezes insisto. Porquê?? isso agora... fica para o próximo poste.

No entanto, extraordinariamente, existe uma técnica, uma brecha em todo este dispositivo. Ao interluctor basta sussurrar "não tens razão." ou simplesmente protestar de modo igualmente veemente que discorda de todo dos meus argumentos. Aí fico muito interessado por dois motivos: um, eventualmente "vais-te espalhar e ós'pois eu lavo o chão contigo"; o outro, podes ter razão. E nisto faz-se-me luz! "Entendo!! compreendo, que aspecto tão interessante". E rapidamente, recoonstruo o edifício todo com base num novo persuposto. Gosto imenso. E por isso que cá ando, pá'prender.

Bom fim de semana a todos e
boa segunda-feira mais em particular.


ps: Ele há bué de múzica nova. Quilos!! de resto se num fecharem a janela tem pr'ái quase meia hora, mais de vinte minutos dela.

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Terça-feira, Julho 31, 2007

num tarda nada...

Peço desculpa pelo blogue.
A interrupção segue dentro de momentos!

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Quarta-feira, Julho 11, 2007

(L) 'inda num é desta...

Mas a tod@s os que por cá têm vindo, inutilmente, visitar-me, pois, um milhão de obrigadinhos!!!

ps. e, sim, tiveste razão... acabei por ganhar um pontual só para mim. Fiquei mesmo mesmo abaixo do Sérgio Mah - Ihihih - mais, acima da ZDB com a super-dupla PP&JMG. "Viiinte Seiiis e num sei quantos mil euros!!!" Agora?, é para fazer. Os prazos já se tornam curtos.

Terça-feira, Abril 17, 2007

Moça, só te digo...

muito me contas!

Quinta-feira, Abril 05, 2007

ai, ou, all the way around

[na semana passada:]
Assunto: Reclamação pertinente seguida de,
Solicitação para que considerem prorrogar o prazo final para entrega das candidaturas aos apoios Pontuais do IA 2007, para lá da data limite de 30 de Março, do respectivo ano.

Ex.m@ Senhor ou Senhora, e a que de direito,

Venho por este meio chamar a atenção de V. Ex.as para o facto de, sistematicamente, ser muito difícil aceder convenientemente aos formulários por Vós fornecidos para preenchimento das candidaturas.
Sistematicamente porque (e durante toda semana), o servidor vai "a baixo". Quando não é toda a manhã (como ontem, dia 28), fica para a tarde. Como hoje... (por falar nisso, enquanto V. escrevo, o servidor voltou a dar "sinal", tanto melhor. Mas e ainda assim,...) há pouco surgiu no ecrã a informação de que estavam 19 candidatos a aceder aos formulários on-line... só?!? e é o suficiente para empancar o sistema? Compreendo que esta opção irá a seu tempo servir os melhores interesses de todas as partes, compreendo que irá permitir agilizar todas as etapas e processos. Mas, e uma vez que se trata da implementação de um novo dispositivo e sistema de candidaturas, embrionário e forçosamente em experimentação...
– ontem, em conversa informal com colaboradores do IA e dirigindo-me a outras pessoas, comentei jocosamente de que iria "lacrar" os documentos às 15 para a meia-noite. Logo alguém, e em tom preocupado, mo desaconselhou vivamente: "Olha... é bom que o tentes fazer duas horas antes..." e depois fez um ar de : "e mesmo assim... vê lá, não te arrisques."
Aqui o caso é flagrante. Ou bem que posso entregar as candidaturas até à hora limite, como todos costumavam fazer... filas enormes nos correios dos restauradores, ou mesmo no poço do Bispo, que fecha ás onze.

Vejamos, não se trata de eleições nacionais nas quais as urnas devem ser seladas impreterivelmente à hora de fecho... adiar a data limite para dia 2 (domingo) é capaz de não causar assim tanto transtorno à V. Instituição. Já contrário... para muito e boa gente pode ser trágico.


Agradecendo antecipadamente a V. atenção, e
Com os meus mais sinceros e cordiais cumprimentos, sou
[Guenhónhó]


assunto: Gostava tanto de encerrar a candidatura, mas...

Ex.m@s...,
só me sai é disto:

"The connection has timed out
The server at apoios.iartes.pt is taking too long to respond.
* The site could be temporarily unavailable or too busy. Try again in a few
moments.
* If you are unable to load any pages, check your computer's network
connection.
* If your computer or network is protected by a firewall or proxy, make sure
that Firefox is permitted to access the Web.

ou então (mais dificil ainda):
"Parse error: syntax error, unexpected '.' in /dados/ia/XSPPHP/xsp/core/ServiceClassLoader.php(456) : eval()'d code on line 1

Parse error: syntax error, unexpected T_PAAMAYIM_NEKUDOTAYIM, expecting T_NEW or T_STRING or T_VARIABLE or '$' in /dados/ia/XSPPHP/xsp/core/ServiceClassLoader.php(457) : eval()'d code on line 1

Fatal error: Call to a member function on a non-object in /dados/ia/XSPPHP/xsp/core/ServiceClassLoader.php on line 158"


sem mais, de momento, e, compreendendo a vossa aflição assim como espero que compreendam a minha,
[Goiaoia]


[Terça, 3 de Abril]
assunto:nova reclamação relativa a acesso ao site de candidaturas
Ex.m@ Senhora ou Senhor

Veio por este meio tornar a alertar V. Ex.as para o facto de que o acesso ao V. site, dedicado às candidaturas para apoios pontuais, não tem funcionado nem regular nem eficientemente.

Desde a parte da tarde de ontem (dia 1 de Abril) e hoje, (durante o decorrer de toda a manhã) que não nos tem sido possível preencher os formulários presentes na V. "Gestão Electrónica de Apoios".

Se estes "problemas" tivessem sido resolvidos a prorrogação do prazo em dois dias teria bastado.
Como os problemas continuam exactamente os mesmos... Esta dilatação de prazo afigura-se como bastante sovina.
Torno a frisar: Se o site tivesse funcionado regularmente estas reclamações nunca teriam lugar.
De que serviu prolongar o prazo quando não conseguimos "carregar" os conteúdos?
Se calhar, mais vale considerarem a possibilidade de (tornar-se) enviar as candidaturas ou por e-mail ou por correio.
Temos os conteúdos terminados há vários dias e não conseguimos inseri-los.

Uma vez mais, Quinta-feira à tolerância de ponto, Sexta é feriado... segue-se sábado e domingo... Qual é a pressa?

Torno a perguntar: Que diferença (prática) faria à V. Instituição o prolongamento do prazo até às 23:59 de Domingo, dia 8?

Agradecendo antecipadamente a V. atenção,
apresento os meus melhores cumprimentos,
[Guenhónhó]

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Sábado, Março 31, 2007

Lol, ou, o meu 101.º poste, ou, ainda, "este poste é todo teu..."

Andava para aqui, meio entretido, entre e com as possíveis hipóteses para celebrar o 101.º poste de blógue...

E eis que alguém se intromete no meio do anterior poste... Eram rosas, senhor, eram rosas e tu quiseste fazer merda. Chamar a atenção. Pois aqui a tens: Sou todo teu! Alguém da tua idade com quem brincares.

Excelentíssimos,
As regras do jogo são as seguintes:

Artigo 1.º
§ 1 - Este poste tornou-se o espaço oficial do Naemo (ou lá o que é). O Naemo aqui!!, pode cumprir e fazer todas as suas necessidades. Estando terminantemente proíbido de mijar fora do penico [perdoem-me estar a ser tão explícito e redundante, hei-de explicar porquê.].
§ 2 - Qualquer comentário seu fora destes domínios será removido e (haja paciência) posteriormente para aqui transladado.
§ 3 - Esta arena foi planeada e desenvolvida para que o Naemo (ou lá o que seja) poder brincar com algém da sua idade... Se num cumprir este requesito, P.F. (e isto num quer dizer "puta de filho", está sossegado, quer dizer "por favor") leia atentamente o próximo parágrafo 5.º.
§ 4 - Este poste, por estar inserido nestes domínios, vai contar com os meus atributos de administrador. Quer manifestando a minha opinião, quer procedendo a um levantamento dos diversos comentes que por aí tens espalhado. Isto é... as mijinhas que pelo Naemo (ou lá como se escreve) tiverem sido entretanto feitas mas espalhadas por outros espaços. A título de exemplo, as que encontrei no blógue d"as Complexidades de Maria", quer, e sobretudo, respondendo aos seus venenosos e virulentos mas infantis (coitadinho) ataques. De resto, é básicamente neste propósito que se esgota a missão e natureza deste poste.
§ 5 - Quem quiser, pode igualmente, por sua própria conta e risco, pois, frequentar o lol.º poste [óz'pois num digam que num avisei, o bicho é raivoso e traiçoeiro. E eu já o sabia.]
§ 6 - O priviligeado deverá ler integralmente e muito devagarinho todos os escritos que por mim lhe sejam dirigidos [estou convencido de que o Naemo (ou lá como se diz) padece de iliteracia aguda e que, de cada vez que o insultam corre a apanhar um dicionário].
§ 7 - Num é permitido invocar o desconhecimento dos parágrafos constantes neste artigo, mas não se prevêm sanções nenhumas em especial. Punir a ignorância costuma ter efeitos retroactivos.


sem mais delongas: tcham, tcham... muita ateção...
Ex.m@s Senhores e Senhoras...

Apresento-Vos o Naemo!!! (depois já falamos)

Naeno disse...
«O que qizestes dizer de nós brasileiros. Pois quando estou a ser visto em vosso País, por uma cambada de despreparado, estou representando a minha Terra. De onde tiraste o ódio qe demonstrates de mim ao me difamar, me atribuir vários adjetivos que cabem direitinho em ti. Que tipo de poeta és. Eu li algumas coisas tuas antes de me referir ao intruso, que fostes, e vi uma xerox mal tirada das páginas brilhantes do maior poeta do mundo Fernando Pessoa. Só leres Ele. Aquilo que esceves não o sentes com o teu coração, mas com o teu lápis. Claro que é bonito ver Fernando Pessoa como é límpido quão feio é ver uma cópia borrada dele.
Me respeite senhor escrivão ou eu te meto um processo por injúria e difamação. Vou mandar uma cópia do teu comentário nojento à nossa embaixada e pedir-lhes povidências, com relação a ti e aos comentários maldosos que recebi no bolg da Maria.
Se tu não sabes porque estava xerocando alguma coisa do Fernando Pessoa, partiram do blog dela as ofensas. O errro que cometi foi imprimir uma poesia, curta, num comentário que fis.
Coloque-se no seu lugar. Eu estou no meu e ofensa gera ofensa.
Passe bem
Naeno
E por favor que cesse aqui, não quero ter mais um desafeto.
12:07 AM, Março 31, 2007»


É óbvio que alguém está muito ofendido. No fim deste poste vão encontrar o motivo desta declaração de ódio.
O que é que fiz para merecer isto? Mui simples: procedi a adaptação do Manifesto Anti-Dantas do Almada-Negreiros, substituindo todos os "Dantas" por Naemo (ou lá como se faz)
Bom... e continuando... atentem nas horas, e reparem que esta (sim, o que escrevo agora) é a primeira vez que efectiva, e finalmente, lhe dirijo palavra:

Naeno disse...
« Ô nome de galo de briga, me respeita. Eu não te conheço e não quero nunca ter o desprazer de conhecer um fantasma que rosna, que ladra, que grita à noite para que o vejam.
Vais a puta que te pariu.
Vais tomar nesse teu cu machucado.
seu veado.
5:41 PM, Março 31, 2007»


Fim de citações de Naemo (ou lá como se quer...)(por enquanto...).
E agora... (Bolas, este poste vai-se tornar gigantesco)

O Motivo da ofensa:
«By Goiaoia, at 30 Março, 2007 13:51

Manifesto Anti-Naemo

“Basta pum basta!
Uma geração, que consente deixar-se representar por um Naemo é uma geração que nunca o foi! É um coio d'indigentes, d'indignos e de cegos! É uma rêsma de charlatães e de vendidos, e só pode parir abaixo de zero!
Abaixo a geração!
Morra o Naemo, morra! pim!
Uma geração com um Naemo a cavalo é um burro impotente!
Uma geração com um Naemo à proa é uma canôa uni seco!
O Naemo é um cigano!
O Naemo é meio cigano!

O Naemo saberá grammática, saberá syntaxe, saberá medicina, saberá fazer ceias p'ra cardeais saberá tudo menos escrever que é a única coisa que ellle faz!

O Naemo pesca tanto de poesia que até faz sonetos com ligas de duquezas!

O Naemo é um habilidoso!
O Naemo veste-se mal!
O Naemo usa ceroulas de malha!
O Naemo especúla e inócula os concubinos!
O Naemo é Naemo!
O Naemo é júlio!
Morra o Naemo, morra! pim!

O Naemo fez uma sorôr marianna que tanto o podia ser como a sorôr ignez ou a ignez de castro, ou a leonor telles, ou o mestre d'aviz, ou a dona constança, ou a nau cathrineta, ou a maria rapaz!

E o Naemo teve cláque! E o Naemo teve palmas! E o Naemo agradeceu!

O Naemo é um ciganão!

Não é preciso ir p'ró rocio p'ra se ser um pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!

Não é preciso disfarçar-se p'ra se ser salteador, basta escrever como Naemo! Basta não ter escrúpulos nem moraes, nem artísticos, nem humanos! Basta andar co'as modas, co'as políticas e co'as opiniões! Basta usar o tal sorrisinho, basta ser muito delicado e usar côco e olhos meigos! Basta ser judas! Basta ser Naemo!

Morra o Naemo, morra! pim!

O Naemo nasceu para provar que, nem todos os que escrevem sabem escrever!
O Naemo é um automato que deita pr'a fóra o que a gente já sabe que vae sahir... Mas é preciso deitar dinheiro!
O Naemo é um soneto d'elle-próprio!
O Naemo em génio nunca chega a pólvora secca e em talento é pim-pam-pum!

O Naemo nú é horroroso!

O Naemo cheira mal da boca!

Morra o Naemo, morra! pim!

O Naemo é o escarneo da consciência!

Se o Naemo fosse portuguez eu queria ser brasileiro!

O Naemo é a vergonha da intellectualidade! O Naemo é a meta da decadência mental!

E ainda há quem não córe quando diz admirar o Naemo!
E ainda há quem lhe estenda a mão!
E quem lhe lave a roupa!
E quem tenha dó do Naemo!
E ainda há quem duvide de que o Naemo não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é intelligente nem decente, nem zero!
(…)”

O José de Almada-Negreiros - POETA D'ORPHEU, FUTURISTA e TUDO -, mais a Sô Dona Imperatriz que me perdoem…»


(cont. (ou melhor, há-de continuar... agora vou jantar. E se num te respondi antes foi porque tenho uma vida, pá! e o fim de semana é descansar... estar com os amigos. Um destes dias (mas tem de ser a um sábado ou domingo, certo?) deverias experimentar. Mas espera... se calhar num tens amigos, pois não?? quer dizer, dos verdadeiros, em carne e osso, ai min, desculpa então, foi indelicado da minha parte...

Mas num te quero a avacalhar determinado tipo de postes... depois explico-te qual foi o Nosso problema.)

Entretanto está a vontade para destilar veneno. Mas atenção, Aqui!, só aqui e aqui somente.

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Sexta-feira, Março 30, 2007

Quem num faz fotosíntese


...caça com electricidade.


Sim, são para ti.

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Quinta-feira, Março 29, 2007

I once fell in love with you, just because the sky turned from gray into blue



It was a good friday...


ps. "temos" música nova...

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Acredito na falta que acontece quando te aceno de longe.





Acredita, !

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Quarta-feira, Março 28, 2007

Que côr?

Your Blog Should Be Orange


Your writing has a star quality - it's charming, bold, and flamboyant.

You write what's on your mind, without fear of embarrassment later.

You are one of the most honest bloggers around, and people appreciate your daring persona.

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Terça-feira, Março 27, 2007

perdi a magia de criança quando deixei de tratar as pessoas por tu

in Muhá Mêmme

ps. num é uma grande verdade, mas anda lá perto.

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Segunda-feira, Março 26, 2007

O Perfume da flor no Cacto

Que figuras são estas
criaturas, tranquilos seres
de doce atitude só sugeridas
em esvanescentes rasgos
metálicos vagueantes
de esparços espaços
perfumados por flores no cacto.



[eis o original:
Que figuras são estas criaturas tranquilos seres de doce atitude só sugeridas em esvanescentes rasgos metálicos vagueantes de esparços espaços perfumados por flores de cacto]

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Sexta-feira, Março 23, 2007

Once Again?

چقدر دلم برای اينجا تنگ شده بود.
چقدر حرف برای زدن دارم.
و نیاز به فاصله‌هاشون برای سکوت.
هووم. نمی‌دونمَ. آسمان چرا این رنگی شده؟
هوووم٬ نمی‌دونم...



ps. Lê-se da esquerda para a direita... e, óz'pois, num digam que não Vos digo nada.


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Sábado, Dezembro 23, 2006

em Hibernação



Niagara Falls - Inverno de 1911

... a cidade em peso acordou a meio da noite...
(...)
A dada altura alguém gritou: "A cascata... a cascata "calou-se"... e todos se quedaram, comprendendo então, o som do silêncio. Que foi tão forte, tão forte, que os acordou a todos.
(...)



Este foi o poste maiz fuleiro que aqui coloquei em dias de vida!

Carolina Salgado: A mulher do Momento

Fiz directa. Passei o resto da noite de volta de alguns dos meus blogues favoritos (muito poucos quase nenhuns) e num deu para quase nada. à tanto tempo que num vinha para estes lados. A dada altura por intermédio de uma das minhas visitas obrigatórias fui bater no poste da Natureza do Mal sobre a Carolina Salgado (ver: «17 Dezembro 2006 - Uma mulher do Mal: Carolina Salgado». Nisto, e na caixa de comentários, tropeço num cómente da Lyra. Pelos visto era só o que me faltava. E, vai daí, veio-se-me a inspiração. Mas, enfim, o comentário que fiz foi extenso e como ia ficar para ali a esfriar, a esfriar...

Apologia da Alternadeira
«Joga pedra na Jenni! Ela é feita para apanhar. Ela é boa de cuspir»
(claro que está tudo errado, mas em pricípio é do Chico Buarque. Uma canção com uma Drag Quenn e um comandante de Zeppelin numa DogVille qualquer como há muitas.)

Choca-me, somente, a velocidade virulenta com que nos comentários se passou de alternadeira a puta. Quero crer que se trata de que uma questão estilística... assim de uma metáfora. De facto o livro foi uma grande putada. De alcance e consequências insofismáveis. Será um delírio a acompanhar em todos órgãos de comunicação social. Da revista cor-de-rosa ao semanário de referência, todos lá hão-de ir comer.

Agora, Perdoe-se lá a minha inocência mas sempre quis acreditar que existia (sei lá, até pode ser de acordo com as conveniências) uma diferença entre alterne e prostituição. Assim como...: ninguém vai para a cama com a Gueixa. quer dizer, num é suposto, se for caso disso até pode ser que aconteça. Mas num é a ideia base.

A gueixa e a alternadeira... pois, cá na minha romântica ideia, são mais na base do entretenimento light. «Anda, paga-me uma bebida que eu escuto-te.» E saber ouvir ou falar - nem que seja só com argúcia - é uma arte. (Claro que a Sherazad num é para aqui chamada, mas ela aguentou-se durante mil e uma noites. Era essa a ideia. Após o acto consumado seria morta, pois "ele" receava ser traído, veja-se lá. Mas ela aguentou-se e aguentou-o valentemente só com conversa. Muito mais complicado do que cuspir uma pastilha e ós'pois, feito o "serviço", mascar outra. Foi antes Ali (de Bábá)! Na ponta da língua!!! (Nada a haver, de facto, com a puta da liga que temos neste país de futebóis. (Aprende, pá!! E que te fique de emenda...)).

Lembra-me algumas "conversas" que levei dos meus pais. E em muitas delas... ao fim de um bocado... já queria mais era estender as mãos - dá cá unmas reguadas e acaba-se já com esta merda - pensava eu. Gramar determinado tipo de conversas, em bares manhosos com nicotina a escorrer pelo tecto e paredes, a beber aguinha, ginginha ou lá o que seja... Livra. antes um broche. ou dois. sem pontos de exclamação nem nada, que nestas coisas num há lugar para muitas veemências.

Ouvi dizer que a altrnadeiras consomem um espumante da casa que é um exclusivo-só-delas. E que quem quiser estar "acompanhado" tem de lhes ir pagando essa mistela, e tudo isto enquanto vai bebendo do "seu" e do caro. A noite toda. Parece-me que as alternadeiras são mais um negócio de copos do que outras coisas. Levar uma mulher destas para a cama é obra, uma proeza. Mas, e antes disso, elas já terão ouvido por diversas vezes: "..., só tu é que me compreendes.»

...esta conversa toda... é que, simpatizo (independentemente do profundo desconhecimento da coisa e da causa) com @s a quem já ouvi chamar de "enfermeiras do amor".
Todavia, no entanto e porém, alternadeira ou lá o que fosse e tivesse sido, Carolina Salgado tornou-se na Grande Puta. E isso, mais uma vez, num é para todos. A grande Puta, em tempos muito mais respeitáveis do que os nosso tais como a Antiguidade Clássica era uma eminente e sagrada entidade.


Up Dâite:
É que nem por encomenda. Descobri (nem vos conto como, mas num foi como parecerá), este videu-tube pouco depois


Leituras de trechos do livro "Eu: Carolina" mais paródias dos Gato Fedorento

Gato Fedorento, episódio 7

Digam-me lá se isto é coisa de Puta???
Cortar-lhe os pêlos das orelhas...
Num é, pois não?



Sexta-feira, Dezembro 22, 2006

Boas Festas

«Mãos e braços para quê?
E, para quê, os meus cinco sentidos?
Se a gente não se abraça e não se vê...
Estamos perdidos»

in Triste Sina
Amália Rodrigues

Sexta-feira, Setembro 15, 2006

Não Nada

Considero que todas as minhas vitórias e retundos falhanços foram fundamentais para que chegasse onde cheguei. "O onde estou", que é sempre presente.
Invariavelmente torno-me feliz e, de dois anos para cá, atingi uma espécie de êxtase. Tinha descoberto aquilo que sempre quisera fazer e nunca o soubera!, até ali, até à hora em que experimentei fazer de "polícia sinaleiro". Descobri um dom, uma honra.

Daí resulta que aprecio o que alcancei e valorizo o que, de modo substancial, perdi em cada "derrota". Cada passo, cada momento, essenciais. E, mas mas ou tudo junto, à uns dias cheguei a um impasse. Incontronável. Pois,... Contorneio!

Com muita pena minha... limitei-me a ser implacável.






Num sei se V. Excelências repararam mas este não é um blogue pessoal e muito menos de carácter íntimo. Na realidade trata-se de um certo pudor servido por genuína aversão em dar-me a conhecer. No entanto... vou ousar publicar este excerto que aqui está por de cima. Quero, deste modo, obrigar-me a conclui-lo. São considerações que necessito de objectivar por escrito, mas: quando tenho que falar de um assunto que preferia evitar, pois... começo com imensos redondilhos, rodriguinhos, reviravoltas, fugas e fandangos, allegro e vivace. [<= Topam?]


E agora uma mensagem de carácter mais pessoal, dirigida aos meus contactos do «Talk»:
Reparei hoje que estive estes últimos 4 dias com a bólinha sempre verde. O que é demais é demais, pois estive sempre a mais de, no mínimo, uns 600 metros. Pelo facto peço as minhas mais sinceras desculpas: Pois, desculpas?!!
A propósito insiro, aqui mesmo, um postinho merdoso, por concluir que se tem arrastado em "draft", ou lá como lhe chamam por aqui:

«O telefone escangalhado, os cangalheiros e o ponto verde sempre, sempre ligado

[este poste surge na sequência de uma converseta no google-talk]

Quem por acaso me tenha adicionado à sua lista de contactos do gmail (e que se mantenham poucos, plise ou lórd) há-de reparar que estou sempre com a bólinha verde (estou a escrever este texto no Word, vejam lá que o palerma num me deixa tomar liberdades de expressão, corrigiu-me o acento no bó do linha. Eu quero bólinha, sim (outra vez. Gaita.) Pronto. Vou ter de tomar muito cuidado ou mudar-me para o “wordpad”. Bom, interlúdio (palhaço! Num me aceita interlúdio, diz que está mal escrito. Se calhar está, para ele nem existe nada de semelhante, só intermédio o que, convenhamos num tem nada a ver.) feito. Cumprido. Deve sair um belo poste, teve direito a entrada e tudo.

O meu computador pessoal (PC, that’s what it stands for) está sempre, 24 por 24 horas, ligado. Já o meu outro tinha sido assim ensinado, desde 98, e nem morreu de pé nem nada que se pareça, ainda está para aí permanentemente ligado, vejo-o regularmente e funciona e faz trabalho de escritório, vai à net e tudo, para quem precisa.
Os dois computadores anteriores a estes morreram de pé, encostados. Mas nunca abandonei um computador por deixar de funcionar, aliás, sempre o fizeram. Os únicos problemas que tive com os pc’s foram os conflitos de software causados por mim próprio. (afinal este poste vai ficar uma bosta).


Maltrato: mas fez-te algum mal?? O meu computador?»


Como num podem deixar de reparar está incompleto. Vou adoptar a técnica dos I, II, III e IV e a ver se os concluo. Só neste poste já vão dois.
Incompletos,... (passo meia vida a explicar-me).

ps. muito gosto em tentar voltar

Sábado, Setembro 02, 2006

quem num ler isto veio cá para nada II

Atenção, atenção! Aviso à navegação:

Existe (mesmo) um novo blogue! Hoje fui a sua 49.ª visita só para constactar que "pegou" e mais uma ou outras coisas.

São pérolas de narrativa onírica, com os únicos toques de surrealismo que ainda me agradam: Os verdadeiros, claro!
Dois exemplos...

- este foi o seu último poste;

- e este o primeiro.

ps. ainda sobre este assunto, descobri recentemente um blogue brasileiro que existe continuamente desde 2003 (!) mas cujo autor só teve três visualizações de perfil. Eu fui o 4.º(!). Qué passa, não tem linques externos nenhuns e, de certeza, que a autora num anda a comentar outros blogues. À coisa de uns três meses resolvi criar um blogue mesmo, mesmo, mesmo, inexpugnável:
desenvolvi estas mesmas regras intuitivamente, mais algumas que não vos conto. Até agora teve 19 visitas.. todas minhas! Mas e em suma, linques e cómantes são essenciais à visibilidade de um blogue. No caso deste - por amordeDeus, o supracitado, bolas!, o duplamente lincado - a autora chama-se "Anne Ônima" (get it??). Um caso a seguir... para ver onde vai.

(Continuo com um poste em draft: "Plutão, descida(s) de divisão, Tom Cruise, e essas coisas assim mais para o holístico")

...Mas (uma estreia): quem num ler isto veio cá para nada I

- Cine-semana nervosa;
- CAMINHOS MAGNÉTICOS: mais um projekkkto

No "palavras-para-quê... é-um-artista-português" do Edgar Pêra

ps. Muito, muito cuidado com este último linque. A técnica que utilizo para o visitar é a seguinte: abro um porradão de blogues e outras coisas que queira ir ver, e depois, muito depois, quando já tiver visto os outros todos, bem!, finalmente... pode ser que o blogue já tenha terminado de se desdobrar. Mas julgo que os linques aos arquivos são na hora... aliás, no minuto, ou segundo...
pss. Dia, por favor, num te atrevas a saltar estes, sobretudo o 2.º. Tu vê lá, pelo menos o segundo...

Sexta-feira, Setembro 01, 2006

A propósito de tudo e um pouco de nada



Mas avisei. Dizia-me uma amiga muito muito próxima (irmã) que o meu blogue se tinha tornado numa "agenda cultural". Que era só cópias e digest'zinhos e mais linques por todo o lado. Tem razão, e eu... pena nenhuma.

O que tem de ser tem muita força. E estes 50 dias tiveram mesmo que assim ser.
Esta... "atitude" editorial foi um expediente para não esganar trucidar e esfranganhar este blógue. [entretanto já vi soluções bem elegantes: «(em pausa)» diz um. só que eu, mesmo não apresentando nada de novo nem da 'nha lavra, ainda assim, vinha cá volta num volta (bom, muitas vezes) ver os blogues que aprecio. Esses sim, faziam-me falta.] Mesmo quando escrevo, reparem, não se trata propriamente de um diário, são só frivolidades e é pela "graça"... digamos, descobri nos blogues o "meu" Karaoke. (Tal como os japoneses, transpirando e tremendo de ansiedade, e lá vão mivcrofone esmagado na mão e sorriso de palerma...) A pausa também serviu para cortar a dependência que já se tinha gerado. Palavra de honra. Das primeiras coisas que fazia era consultar o "stat conter", e aquela merda sempre a subir, que droga! Que viciante... aiaiai, espero não tornar a recair tão forte. (mas, também-e-bem-feita, as minhas estatísticas agora andam uma miséria (foram três quartos de visitantes à vida). Diferença, já só fico a saber pelo relatório semanal. Bom isto num interessa a ninguém, então....

Buga lá para algumas considerações que fui tecendo nestes últimos dias...
Acho que fica para a seguir. Pelo menos já abri um precedente:
Tornei a escrever asneiras (e sem vergonha nenhuma de as mostrar)

Quarta-feira, Agosto 30, 2006

Trafuncas will be back

Bob Dylan - Blowin' In The Wind, duração 02:55


Bob Dylan, em 1963, na primeira apresentação pública de "Blowing' In The Wind"
«Very rare!!» dizem os gajos. "Folk Songs And More Folk Songs; WBC TV May 1963"

Atribuo os créditos deste vídeo à Madame Vendaval e ao Eremita de Albufeira


Sim, eu sei. "isto" continua a num ser poste nem coisa nenhuma. amanhã, prometo e juro e vos garanto à confiança, afinfo-vos-lhes com uma ganda postada.
Já está em draft.

Terça-feira, Agosto 29, 2006

Ostras?!?

Num gostas de ostras?

No que fores encontrando, pois... num sabes o que perdes.

Sábado, Agosto 19, 2006

Muito Bom! (um, dois e três)

(desculpem lá, num dá para mais (senão do que para lazy-style:))

«E tal foi a comoção da deslembrança (existe esta palavra? O word diz que não, mas eu não quero repetir a palavra esquecimento e a preguiça é muita para ir catar o dicionário de sinónimos a alguma secretária desarrumada de jornalista, e encontrar outra diferente que queira dizer o mesmo, e tenho que dizê-lo, é tão estúpido, que tenho que o dizer, é só mais uma linha, não deseperem: há três linhas atrás quando escrevi word, ó santinho, o nome do dito cujo, ele também o sublinhou a vermelho, sofre de amnésia, não sabe quem é, está desorientado,»
muito bom!


«O verão chegou de repente com temperaturas diferentes dos registos habituais naquele lugar, húmido e sombrio.
O ar estava seco, sempre que tocava na porta do carro apanhava fortes esticões provocados pela electricidade estática.
Na rua deserta, passou a habitar uma figura que podia ter chegado do céu ou do inferno.
Sentava-se nos degraus da entrada das casas e ali passava horas a fio em absoluta concentração ou em absoluto delírio.»
Fantástico!


«Falei-lhes baixinho sobre as fadas e os gnomos, contei do unicórnio de crina azul e do centauro ruivo, disse que o laranja que agora estava nas paredes do quarto era fumo do cabelo do centauro, inventei baleias com asas, borboletas que falam e todas as coisas de que me lembrei e em que nenhum adulto acredita. Faltou-me o acreditar na história e eles notaram. Deixei de saber fazer a voz das navegantes da lua (que irritantes que são) e o Peter pan tem agora a voz igualzinha à sininho e nem os pós de perlimpimpim a salvam de ter a voz igual à minha, embora com um pouco mais de energia para esconder cansaços meus. (..)
Fecho os olhos e vejo-os bebés, e faço uma voz misteriosa como quem vai revelar um segredo nunca antes revelado e conto-lhes que o Peter pan segura a Sininho entre as mãos sempre que fala com ela. E nos olhos cheios de pureza vejo que já não duvidam do centauro ruivo, do unicórnio de crina azul nem da borboleta que fala.»
Um abuso! (da minha parte claro, esta transcrição é enorme, mas vão lá ver o contexto, please, e eu juro que desligo a musiquinha (...em breve).

ps e ainda: «O Santo partiu-se. Caiu e partiu a cabeça. Não era de estranhar se não fosse já o terceiro a que isso acontece. Sempre a cabeça. Zás!»
Um prémio a quem descobrir a autoria. É díficil... Têm cinco minutos! Que já estão a contar. Palavras mansas e de conforto para os retardatários.
pss(isto faz-se? ai min, este género de concursos são blhógo-eticamente admissíveis?)

Domingo, Agosto 13, 2006

A conspiração das Avózinhas

la migration bigoudenn, 01:50 (o resto são créditos finais, um minuto, dá para crer?)


Quem quiser ver esta saborosa delícia, com um pouco de melhor qualidade (Quick Time), vá aqui


Ou então... ó então, conhecer mais sobre esta escola de animação: Gobelins
Sugiro este (é o que queria postar inicialmente, mas optei pelo o outro) 01:51, para recomeçar.

(via Patricia Metola (é mesmo assim, sem acento nem nada, e, via Ana Oliveira).

Sardinhando, em Portimão, à dois anos atrás



O Senhor meu Pai








Mais cedo, em casa e antes da praia


Em Vale de Santeanes

Três Blogues Bestiais (bom, quatro...)

[cópia Lazy Style]

«O que já me ri com as respostas do Tiago Galvão a um questionário sobre sexualidade feminina

Idade: 21

Profissão: nenhuma.

Tem alguma relação de compromisso? Sim, com a minha mãe e a minha avó, minhas estimadas cozinheiras. Uma relação de escravidão, pois claro.

Há quanto tempo? Desde que descobri que não gostava de atum. Sobretudo enlatado.

1. Defina a sua orientação sexual. Vertical quando estou deitado. Horizontal quando estou em pé.

2. Descreva aspectos determinantes da sua personalidade. Esta é difícil.

(...)

IF: Como deve ser estimulado para atingir um orgasmo?
TG: Como deve ser.
IF: Em que circunstâncias e como atinge mais facilmente um orgasmo [masturbação, penetração vaginal, manipulação do pénis por parceira, sexo oral, relação sexual e manipulação do pénis]?
TG: Em circunstâncias muito delicadas. Sexo oral? Se não envolver retórica e não se estiver a referir a Cícero, então não sei do que está a falar.
IF: Que zonas erógenas e práticas sexuais o excitam mais?
TG: O rabo (dela).
IF: Porquê?
TG: Porque um rabo é um rabo é um rabo.
IF: Consegue ter mais do que um orgasmo por relação sexual?
TG: Se não adormecer e estiver acompanhado por uma equipa de paramédicos com um desfibrilador à mão, talvez. «(Continua)

No excelente Diário, [via Miss Pearls,] via Desesperada Esperança»

Quinta-feira, Agosto 10, 2006

(cof, cof), parte II ou III



Já assaltei o blogue desta meninA'na 'na para aí umas duas vezes.
Entretanto o seu linque estava cada vez mais distante e longínquo lá para baixo. Sempre que a queria visitar tinha de me socorrer do índice remissivo. E num tarda nada estaria "perdida" no meio dos arquivos. Linquei-a hoje com um título enorme e extenso (adoro redundâncias) mas que é provisório. Em princípio, virá a ser "A... Entre Outras Coisas".

*apedeite*
Este foi díficil e ainda não estou satisfeito.
Através desta ilustradora tenho revisitado o imaginário dos contos de fadas através de incomuns lugares-comuns. Trata-se de um verdadeiro ´(e ónesto) diário gráfico que guarda imensas princesas e sapos encantados, para'lém de uns corações espalhados um pouco por toda a parte e entre outras coisas.
Uma das minhas estórias favoritas na infância era a "Guardadora de Patos". Uma princesa que se atreveu a comparar o senhor seu real pai com o sal-gema, enquanto as irmãs o declaravam rubis topázios e esmeraldas. É escorraçada, admitida a serviço noutra corte real e explorada e enganada por uma companheira criada, que se apropria do vestido da princesa e, com ele, consegue seduzir o príncipe
Cantava ela, enquanto pastoreava os patos:
«Pata aqui, pata ali
Filha de reis a guardar patos
Foi coisa que eu nunca vi» (bis x2)
O que eu queria mesmo chamar-lhe era "AGuardadora de Sapos" (o duplo Caps Lock num é inocente). Não ficou assim mas, mais ou menos, parecido.

Quarta-feira, Agosto 09, 2006

É sempre a mesma coisa...

(cricar na foto)

Ficamos todos a Vê-lo pastar.

É impossível passar os olhos...

...por qualquer jornal, de qualquer dia, mês ou ano, sem descobrir em todas as linhas os traços mais pavorosos da perversidade humana [...] Qualquer jornal, da primeira à última linha, nada mais é do que um tecido de horrores. Guerras, crimes, roubos, linchamentos, torturas, as façanhas malignas dos príncipes, das nações, de indivíduos particulares; uma orgia de atrocidade universal. E é com este aperitivo abominável que o homem civilizado rega o seu repasto matinal.

Baudelaire, 1860


E vai daí, Blogues desta natureza interessam-me muito

Tchéque Dis Aut!



The Brick Testament by The Rev. Brendan Powell Smith

Trata-se de um enorme e exaustivo trabalho de levantamento de alguns dos aspectos mais relevantes… mais relevantes da Bíblia - o que contempla, diga-se de passagem, o Antigo e Novo Testamento. (Bom, ele haverá pessoas a considerar os critérios um pouco viciados, mas ainda assim... lol e ahahahahahah).



Neste momento, neste momento, recomendo sobretudo uma passagem de olhos pelo JUDGES, com 39 estórias e 435 imagens. Muito recreativo!


Eis um exemplo:
Reveja-se esta estória, só que agora muito mais à séria e como de deve de ser e bem e ainda melhor contada.

Terça-feira, Agosto 08, 2006

Estados de espírito passados num movem moinhos



(é mais pela legenda do que pela a imagem. A imagem... bom, pode ser que faça sorrir alguém.)

Mais um pedido de...

Adiamento

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjectividade objectiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um eléctrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...
Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...


Quando era criança o circo de domingo divertia-me toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espectáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espectáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.

Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...
O porvir...
Sim, o porvir...

Álvaro de Campos

Terça-feira, Julho 25, 2006

Estes, hoje, tiraram-me as palavras da boca

(Eis os 2 minutos e 14 seg. mais compridos que vi em dias de vida)


The Big Lebowski - F_cking Short Version

«Nunca é tarde para se ter uma infância feliz»



"Olá, a que horas parte o teu comboio?
O meu é às cinco e trinta e três...
Ainda falta um bocado
Queres contar-me a tua história?
Espera, deixa-me adivinhar
Vais recomeçar noutro lado...
Trazes escrito na bagagem
Que a coisa aqui não deu...
Quanto a mim, também me sinto um pouco
Desenraizado..."

in Jorge Palma

Peço-Vos Encarecidamente Desculpa Por Voltar Ao Tema


O Blog da Alice é mais que fishe e tem coisas muito bem apanhadas ou bem vistas... Entre as quais, alguns assuntos polémicos tal como este apresentados em termos muito pertinentes.
Quase que daria para rir, se num fosse para chorar.

Esta é uma cópia que aqui surge no seguimento de postes como este e sobretudo este, da Senhora Urticária, ou este, das Num_Sei_Quantas_Magificas.

Acho particular graça às datas

[Olhá Cópia Fresquiiiiiinha!]

«
Sexta-feira, Julho 14, 2006
ERA UMA VEZ...
Era uma vez um princesa
que vivia num conto de fadas
....

posted by Sofia at 8:57 AM

Quarta-feira, Julho 19, 2006
Depois...
Depois veio o príncipe
E o conto de fada desfez-se!


posted by Sofia at 2:12 PM
»

Segunda-feira, Julho 24, 2006

Dat Dere, parte II

15 dias em Agosto




Este é que era suposto fazer a "estreia", só que depois decidi guardá-lo para Agosto e Dedicá-lo à minha irmã Marta (que anda a trabalhar tanto... coitadinha).
Mudei de ideias!

Espero que se divirtam!
com esta corto-metrage (3 minutinhos''') de Edu Glez.
www.tropofilms.com

Sábado, Julho 22, 2006

Esta é uma estória muito triste...

«Tenho uns postáis lindos, lindos
Para uma bela alma bela
E num tenho a quem os mande.»






, porque,





Pois, "Ora ponha aqui o seu pézinho" - disse o Lobo-bom à Cinderela.

p.s. e o linque da praxe!

Sexta-feira, Julho 21, 2006

a Estreia do YouTube neste Blhógue

[eu sei que as imagens vídeo, ele, são sempre uma seca. Nunca se sabe quanto tempo é que pretendem da nossa atenção, e, normalmente, é ficar pá'li... à espera, sem saber durante quanto tempo. Um horror. Já na vídeo arte é o que é! Chega-se a um museu, galeria, uma espelunca qualquer e pronto, uns belos de uns televisores, e nós à nora... Tá mal! Portantuz e de agora em diantes:]

Solicito 3 minutos da V. atenção, se a tal Vos aprouver,

A quoi ça sert l’amour?


Escolho esta sensivel curta-metragem para dar início às hostilidades "YouTubianas", cá, neste Blhógue.
Descobri-o por intermédio de uma rapariga hiper-corrosiva de que num ma lembra o nome. De qualquer modo os créditos são do...

Pois, e a todos,
Cumps

p.s. curto o Cumps! é tão... tão, tão Limpinho.

Quinta-feira, Julho 20, 2006

«let's throw a gr8 party»

O plano Geral:



Mas antes...
A Sangria:


A Super Gralha (ai! saiu assim mas saiu muito bem) Grelha e respectivas sardinhas lá ao fundo mais quase toda a minha mais antiga amig@ de serviço, no meio:








O Ganda Som:




Ele Merece, cláp cláp Cláp (já em pé!) :)
[só para o poste "sair" feliz, para ñ ficar « ): », Tão a ver? Num? deixem estar...]





Em pleno workshop, com o Guenhónhó a ilustrar como num se faz, precisamente antes mesmo de ser pronta e veementemente corrigido pela Misteriosa Convidada Surpresa:




Só me resta acrescentar que [faltam-me sempre adjectivos suficientes para descrever todas as suas qualidades.],

Tudo isto só foi possível graças à Minha Muito Querida e Fantásticó-Extraordinária Margarida:





E Um Super Quisse a Todos os Convivas pois-sem-vós-outros-tinha-sido-uma-seca,
Goiaoia


p.s. "aquilo parecia um Super-Bar de Santo António.
Só que Ninguém Gritava. Quer dizer, ninguém Não! Lá pelos cantinhos estava este diabrete louro e à solta (com a premissão da Mãe, vou já pedir, e se ela num gostar: Removo já! ou logo, a seguir quer dizer...

Quarta-feira, Julho 19, 2006

Workshop de como comer sardinhas, com dois dedos de cada mão e um polegar opcional (mas nunca facultativo), em cima de uma fatia de pão decente

[Este poste amanhã já num está cá]

Declaram-se desde já abertas as inscrições, até às 20:00 de 19 de Julho de 2006, para esta rara e exclusiva oficina de trabalho e pesquisa laboratorial.

O custo da participação cinge-se à divisão aritmética do custo dos ingredientes para 25 aprendizes.

A 4 ou 5 sardinhas por pessoa, os ingredientes são:

10 Quilos de sardinha (sensivelmente uma caixa)
1 Kg de sal grosso (vai sobrar p/ a salada)
4 Generosos pães de Mafra (num é necessário mais)
Pimentos
Tomates
3 Cebolas
Orégãos
Um "caixote de vinho" (um litro para cada pessoa)
Fruta para a sangria,
1 Kg de açúcar (de preferência amarillo)
(temo que) Batatas num hajam. (Se calhar arranjo mais pão e um patê de pátum)


Reunidos os participantes, o monitor na sua faceta Guenhónhó irá proceder ao início dos trabalhos: Cada um com uma sardinha na mão, vamos lá! Aprender como se faz.
As técnicas de como remover o cheirete das mãos após o repasto são gratuita e oferta da casa. Garantido! Ou devolvemos o Seu dinheiro.


P.S. Excerto de Converseta no Talk:
(…)
50.000: let's throw a gr8 party
Goiaoia: gr8 é fishe

Terça-feira, Julho 18, 2006

A Palavra

«há palavras que são perfeitos beijos na boca»

Há, de facto, muitas palavras - perdoem-me, vou arriscar aqui uma sinópse'zona de um conto tradicional africano (África negra muçulmana) -, palavras que salvam e palavras que matam:

Certo dia na praia, um pescador descobriu uma caveira reluzindo ao sol. Meio curioso com este macabro achado, acercou-se um pouco e aproximou-se mais, dobrando-se por fim e quedando-se assim, contemplativo.
- A Palavra! - Ouviu de súbito o pescador.
Julgando-se sozinho, o sobressalto foi de tal ordem que deu “o” pulo num virote e se pôs, esgazeado, a olhar para todos os lados. Na praia num se vislumbrava viv’alma. Desconfiado mas mais relaxado, o pescador encolheu contrariadamente os ombros mas nisto e de novo:
- A Palavra! – O pescador ergueu os punhos e pôs-se a dançar o fandango.
- O que é? O que é? O que é? – Ou mais literal e precisamente – Úqué!Úqué!Úqué! Ond’estás… quantos são?!?!?
E nada.
O pescador ficou consternadíssimo consigo próprio e pensou: «num me querem a lá a ver…? A ouvir “coisas.”» Decidiu logo ali que num ia contar nada à mulher.
Já completamente esquecido da caveira volta-se de imediato para o trabalho de recolher as redes, só que… e talvez, um pouco mais pausada:
- A Palavra!
Desta vez o pescador estacou, arrebitando acentuadamente os ombros e afastando as palmas das mãos esticadas quase como quem quer ensaiar um levantar de voo. Teve um pressentimento um arrepio ou lá o que seja e jorrou-se de joelhos incrédulo perante a caveira, fitando-a profundamente nos olhos ou na falta deles. Passado um significativo momento de silêncio a caveira torna a proferir:
- A Palavra! O pescador levanta-se ao arrepio a esbracejar e desapareceu pelo horizonte adentro, esquecendo redes e peixes e tudo.

A correr, a correr e ainda a correr foi direitinho e só parou na “grande” localidade onde residia o Soba (que é assim uma espécie de reizito). E jorrando-se (pela 2.ª vez nesse dia), prostra-se diante do Big Kauna, arfando e mudo…

O Soba, com ligeiro enfado, indica ao ministro que afaste ou remova aquele trambolho que para ali caíra, que para ali ficara. O ministro ergue o sobrolho para dois brutamontes armados, que, de lança e escudo e meio atrapalhados (os escudos escorregavam dos ombros onde ficavam tão garbosos), e erguem-no pelos ombros. O pescador uivou, recuperando a voz, e, ainda agarrado mas já de pé lança-se num discurso fernético:
- A caveira! A caveira, ela fala… Não estou louco, eu ouvi, três vezes três e não estava lá ninguém e a caveira falou e eu vi e ouvi com os com os meus olhos e ouvidos que o mar há-de levar… - Todos na sala do real conselho se miraram mutuamente. O soba encolheu os ombros, o ministro ergeu o sobrolho e os guardas viraram-se e, de “fardo” pelas mãos, lá se prepararam para remover o “escolho” de diante de Sua Augusta Figura. O pescador tornou a uivar, e desta vez mais alto e lancinante. Um dos guardas largou-o assombrado e o Soba ergueu-se, furioso.
- Óh desgraçado, óh dejecto de minhoca mas o que é que tu Me queres,… sua espécie de mal-maluco.
- Não sou maluco nem malmeluco, sou mesmo daqui, o que lhe traz todos os dias belas douradas de aviário. E eu vi, eu vi: lá longe na praia uma caveira que falava. Eu vi, não foi visão nem nada que se pareça.
- Se calhar foi insolação – retrucou o Soba – Está mais calor aqui do que na Olissipónia.
Mas pronto – prosseguiu – venha de lá essa caveira!
- Óh, senhor, num me atrevi nem me atrevo a tocar-lhe…
- Mas então o que é que queres que eu faça? Que vá atrás de ti?
O pescador anuiu abanando a cabeça como os cães as caudas, e ainda para mais espumava e salivava do esforço e ansiedade.
- Olha-m’este… Num querem lá ver, às três da tarde… Mas seja, vamos lá ver essa #### dessa caveira que fala. Mas desde já te aviso… Se for em vão, estás feito em mandioca!
Saiu a comitiva realzita com o pescador todo curvadinho com um sorrisinho apalermado que lhe ia de um hemisfério ao outro da testa.
- Por aqui, por aqui, venham comigo por especial favor e muitos obséquios…
Andaram, andaram, andaram e todos transpirados e desalinhados, começam a vislumbrar lá ao longe um monte emaranhado.
- São as minhas redes, estamos lá quase. – Ninguém lhe responde e muitos bufam.
Aproximam-se e, de facto, lá estava a caveira.
Cheio de sorrisos, ora para aqui ora para ali, como quem vai apresentar a namorada reguiló-punk ao pai reitor, com os braços e mãos insiste para que todos se acerquem e, uma vez satisfeito, em tons muito formais, chama, clama e pede:
- Caveira, óh Caveira, trouxe diante de ti o Hómem mais importante do mundo. Por favor, quem Sois? ...
Todos, interessadíssimos, se debruçaram para ouvir a resposta. E assim ficaram… à espera.
Estático, de mãos e braços em solicita pose, o pescador quedava-se expectante. Até que alguém se riu… E aí o pescador jorrou-se todo pela 3.ª vez nesse dia.
- Caveira, diz qualquer coisa, qualquer coisinha, vá lá, como fizeste à bocadinho, sim? Vá lá… - choraminga, aflito, o pescador
Nada!
O ministro arqueou os dois sobrolhos de uma vez e o Soba virou costas com enfado o que fez com que, de joelhos, o pescador se agarrasse às pregas da realzita Jilába.
- Espere, espere… “Ela” já falou, temos de ter paciência, por favor.
O Soba dirigiu-se ao ministro, arrastando o pescador, e fez-lhe uma curiosa combinação de sinais, que muito curta e rapidamente incluíram um coçar de orelha, dois piscares de olhos e uma fungadela.
O ministro vociferou de imediato as seguintes ordens:
- Apanhem-no e atem-no! Tu abre um buraco e tu saca da espada… - e virando-se para o pescador diz, em tons muito suaves. – Olha, tens razão, é melhor ficar aqui alguém à espera, alguém com muita paciência para esperar. Portanto, ficas tu a fazer-lhe companhia, certo? Sem pernas nem nada que é para num ires “ali” enquanto esperas.
Dito e feito: Abriu-se na areia um buraco muito fundo eenfiou-se o pescador lá para dentro, até ao pescoço. Depois, veio o da espada e: Zúúúúpp, cabeça fora. Indelicadamente e pelos cabelos, alguém recolheu a cabeça e colocou-a, frente a frente com a caveira.
Riram-se um bocadinho, mas, por fim, todos bufaram e encetaram o caminho de regresso. Houve um mais espertinho que ainda recolheu as redes e outro que se agarrou ao peixe, que achado num é roubado.
E assim foram, andando, andando, até desaparecerem lá ao fundo.

Ficaram, na areia, estes dois despojos em insólita configuração. Nisto a Caveira pergunta:
- E a ti? O que foi que te trouxe aqui?
- A Palavra! Retorquiu a Cabeça.


[A seguir, num percam... "A Caveira e o Lenhador."]

Segunda-feira, Julho 17, 2006

Afinal - (ainda o) Álvaro de Campos

(...)
Sou um monte confuso de forças cheias de infinito
Tendendo em todas as direcções para todos os lados do espaço,
A Vida, essa coisa enorme, é que prende tudo e tudo une
E faz com que todas as forças que raivam dentro de mim
Não passem de mim, nem quebrem meu ser, não partam meu corpo,
Não me arremessem, como uma bomba de Espírito que estória
Em sangue e carne e alma espiritualizados para entre as estrelas,
Para além dos sóis de outros sistemas e dos astros remotos.

Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo.
Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão,
No vasto chão supremo que não está em cima nem em baixo
Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos
Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais.
Sou uma chama ascendendo, mas ascendo para baixo e para cima,
Ascendo para todos os lados ao mesmo tempo, sou um globo
De chamas explosivas buscando Deus e queimando
A crosta dos meus sentidos, o muro da minha lógica,
A minha inteligência limitadora e gelada.

Sou uma grande máquina movida por grandes correias
De que só vejo a parte que pega nos meus tambores,
O resto vai para além dos astros, passa para além dos sóis,
E nunca parece chegar ao tambor donde parte...

Meu corpo é um centro dum volante estupendo e infinito
Em marcha sempre vertiginosamente em torno de si,
Cruzando-se em todas as direcções com outros volantes,
Que se entrepenetram e misturam, porque isto não é no espaço
Mas não sei onde espacial de uma outra maneira-Deus.

Dentro de mim estão presos e atados ao chão
Todos os movimentos que compõem o universo,
A fúria minuciosa e dos átomos,
A fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos,
A espuma furiosa de todos os rios, que se precipitam,
A chuva com pedras atiradas de catapultas
De enormes exércitos de anões escondidos no céu.

Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,
Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direcções!










[quis espaço. "Isto" soa-me a oração.]

Domingo, Julho 16, 2006

Poste Musical Dedicado à Supra

Princesa e ao seu Super G.Alante Cavaleiro Andante.

Rickie Lee Jones

Sábado, Julho 15, 2006

Este poste vai auto-destruir-se em ...

Chico Buarque:

«
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
[...]
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
»

Quarta-feira, Julho 12, 2006

E agora, um compasso de espera (espero)

Num tenho apetite, nem, já agora, apetência por postar nada de nada ou do que quer que seja ou que fosse. É quase, quase como se estivesse... aborrecido. Só que ao contrário. (Esqueçam. Num tem nada a ver.)
Desinclinado? Nem por isso. Sinto é que tudo, "tudo" conjectural e momentaneamente se tornou irrelevante.

E, vai daí, postes... tum cedo num me parece. Mas cómantes sim, e talvez bastantes. Penso que vou passar uns tempos ou uma temporada nas caixas de comentários. Na minha e nas dos outros. Sobretudo nas dos outros.

Desde já agradeço antecipadamente o V. tácito consentimento

Pelo Goiaoia de serviço assina,
Guenhónhó

Sábado, Julho 08, 2006

Gosto mtmtmtmtmt destes postes de palmo e meio

A Lyra está a escrever muito bem.
E a 'nha Musa, melhor que nunca. Tal qual e cada vez mais, os seus postes esmagam-me de admiração. Além do mais a 'nha Musa joga sempre com palmo e ganso. E certinha como um relógio acómico.*

Entretanto a Senhora Urticária tornou-se-me referência de leitura obrigatória, a cumprir escrupulosamente todos os dias. Bem... quase que justificava ir lá todos os minutos, pois tem uma taxa de actualização verdadeiramente assombrosa. E faz, assim e também, uns didgest'zinhos da blogolhândia, fruto da sua aturada pesquisa. O seu blhógue serve igualmente como um excelente interface. Graças a este redescobri o "meu" professor.


* acómico de a-, tão a ver? e, já agora, 'ganso' é uma private de quem jogava ao guélas.

Sexta-feira, Julho 07, 2006

Minha Nossa Senhora,

afinal têm próstata e ejaculam. Só que raramente.


A jornalista Isabel Freire tem um blog espantoso! De resto é a minha última lincagem e figura como: "Minha Nossa Senhora". Esta Dama deu início a um estudo sobre a sexualidade feminina através de depoimentos de mulheres (pois claro está). O feed-back que o inquérito está a ter é revelador.
É flagrante o impacto causado pelas descobertas actuais nestes domínios e anseiam-se pela satisfação e reconhecimento geral da necessidade de um esclarecimento mais cabal de como as coisas é.






Alice Geirinhas comenta a propósito: «A história da sexualidade feminina foi um logro construído à imagem e semelhança do desejo masculino. O séc XIX e XX foi bastante eficaz na manipulação e na construção de clichés sobre a mulher e a sua sexualidade transformados em verdades e certezas. Desde a ciência até ao cinema.»

A caixa de título no blhógue de Isabel Freire é suficientemente esclarecedora, mas e vai daí e ainda assim, opto por reproduzir-lo na íntegra:
«Jornalista procura mulheres portuguesas (+ de 15 anos) disponíveis para falar/escrever sobre a sua sexualidade, sob total anonimato. Orientações, práticas, fantasias, a relação com o corpo, o desejo e o prazer. Os testemunhos serão reproduzidos num livro a publicar em 2oo7, pela editora Esfera dos Livros. A recolha de testemunhos implica um registo prévio das mulheres interessadas: sexualidadefeminina@gmail.com ou 91 445 20 97.» (n.º de telefone e tudo, viram como é sério.)

(O questionário é longo (60 questões). A Alice sugere que se copie para word de modo a poder trabalhá-lo comodamente.)

Quinta-feira, Julho 06, 2006

A curiosidade tem 7 vidas

Num sei quantas me restam

Maizdú mezmu

["Liberte te ex inferus"
"Nil actum reputa si quid superest agendum"
"Cogito ergo doteo"
"Mallum consillium quad mutari non potest"
"Sursum corda"
"Hic sunt dracones"
"Credo nos in fluctu eoden es"

"Free you from hell"
"Nothing has done if something is still to be done"
"I think so I I'm rich"
"I prefer a suggestion that cannot be changed"
"Lift up your hearts"
"Here there are drakes"
"I think we are on the same wave"]

Libertai-vos do inferno
Nada que tenha sido feito continua por fazer
Penso, portanto sou abonado

Prefiro uma sugestão inalterável
Corações ao alto
Ei-los aqui os dragões

Creio que estamos na mesma onda.

Afinal, isto sou eu só que ao contrário



Quer dizer,
eu sou a menina de vestido e a menina de vestido... o sapo, o sapo que esperneia é quem ... é quem é!
É isso, ou seja, isto é (salvo seja): é quem é ou é que é ou lá o que é ou o que fôr... com chapéu e tudo que fica mái lindo e sem ponto final nem nada

hummmpfhh

(maizdu mêmo)

Quarta-feira, Julho 05, 2006

Afinal a final

sempre é Alemanha-Portugal
Afinal, afinal, hoje foi só desgostos.
(amanhã deve ser um belo dia!
(deves, deves...))

Afinal (googalizei e depois wikipedei)

(Álvaro de Campos)

Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.

Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,
E fora d'Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.

Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Para Deus e em Deus com um sussurro soturno.

Sursum corda! Erguei as almas! Toda a Matéria é Espírito,

Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos
Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho
E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo!
Sursum corda! Na noite acordo, o silêncio é grande,
As coisas, de braços cruzados sobre o peito, reparam

Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos
Que as vê como vagos vultos noturnos na noite negra.
Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso.
Todo o Mundo com a sua forma visível do costume
Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso,

Escuto-o, e no meu coração um grande pasmo soluça.
(...)

(cof, cof)



...e, ó senhorita Ana, obrigado por me fazer sentir desenhado.
Faltou-me este cromo, e ós'pois roubei-o.
Posso roubar?

Terça-feira, Julho 04, 2006

Num me lembro nem de onde nem porquê

Mas fiquei com vontade de vos falar de elefantes.

Sempre tive a mania de que conhecia todas, mas todas, as estória de elefantes. Anedoctas, vá lá. E para o demonstrar arrancava por aí a fora numa tirada que, transcrita, seria o maióre poste que por aqui deu à costa. Todas, mesmo e sobretudo as que num têm piada nenhuma: Só a título ilustrativo:
- O que é que significa um elefante em cima de uma árvore?
- Um elefante a menos na face da terra.
- E dois elefantes...?
- Dois elefantes a menos na face da terra.
- E três...?
- Três elef...
- Não! Uma árvore a menos na face da terra.

Por acaso esta é uma das que costumo deixar para o fim. Antes gasto as do "como é que o elefante atravessa um rio, como é que cabe num mini, como é que se esconde num campo de morangos, ou passa desapercebido no Rossio e, já agora, como é que sobe para cima de uma árvore e, depois, como é que desce e por aí a diante e por aí afora.

Num queiram perceber. Mas tem tudo a ver:
«Eu cá concordo e simplífico: Com amor e polícias sinaleiros. Gente que dê, com uma grande economia de meios e esforços, sinais eniquívocos de regras e normas de conduta... Ética, Social e Espiritual. Tudo muito práctico suave e dinâmico. Tudo muito simples, muito fácil, ou que pareça como à dança o "ballet". Quem faz com amor nunca se enganava. Enganava, digo-lo bem. Que hoje a luta é injusta, os FDP's do Máre Quitingue mais à salutar e inata manha das criancas... pois!... andam a sabotar o esquema das coisas. É que já nem há avós que nos valham. O "sistema" monho-parenthále exterminou essa práctica que nos vem de desde os bichos. Ou, que sempre nos fez sentido e nunca mais. (sçççç... num dá jeito... vai morrer longe, vai?)
Isto merecia muita escrita e num estou para aí virado. Mas sempre nos digo:
Os pais, dos dias de hoje, aprendem a ser pais ao mesmo tempo que os filhos filhos.


(continua, vocezes me aguardem)

Domingo, Julho 02, 2006

A Diva voltou

«Há muitas maneiras de matar uma pessoa e escapar incólume:(...)
Existe (...) uma forma antiga e simples: o esquecimento.
O esquecimento do nome da pessoa. O esquecimento do olhar da pesssoa.
Durante algum tempo, a recordação ainda perdura. Mas os dias passam e deixam uma capa de pó que já não se levanta.
Pouco a pouco, o nome perde-se, os factos são falseados e afastam-se, até que, definitivamente, chega o esquecimento.
Chega a morte.
É fácil. Esquece-se todos os dias.»

Mas o que é que foi que eu fiz? O que é que foi que eu disse? 26 cómantes, ó fax favor...

Sexta-feira, Junho 30, 2006

[Tenho de postar este cómante]

[ora aqui vai um linque: Chamem-vos a atenção os dois postes de quinta feira, dia 29 de Junho, subordinados ao tema " A favor da despenalização. A favor do voto." & "ainda o aborto...". Pois, precisamente nesse último está lá escondido este poste. Aqui será mais confortável lê-lo.]

[e agora, ora aqui vai um aviso: O teor deste comment é uma agonia. Tanto ou mais do que discutir televisão ou o liberalismo democrático.]


Cara Madalena e cara Daniela,
Antes de mais, tenho para mim que "antes um bom muçulmano do que um mau católico". Mil vezes. Paz na Terra aos hoMens de boa-vontade!
E isto apesar de considerar que foi Cristo o homem que nos trouxe a mensagem. E a mensagem é Amor. “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!” Amor desinteressado, amor por ti próprio, amor ao próximo. Amor 'tão forte, 'tão forte que numa lei erradicou todas as outras. Um só mandamento substituiu todos os outros dez que proclamavam que não isto e não aquilo mais aquel'outro; e tudo o resto era proibido. O Novo Testamento surgiu para que se mandasse o antigo fora (Descartem-se dele e das lógicas de Tabelião.).
Agora reparem no seguinte: Vocês não seguem Cristo, vocês seguem são Paulo, vocês seguem são Pedro e todos os que edificaram um edifício em torno de Cristo, na crença de que a verdade que defendiam detinha valor universal. Católico significa Universal, como decerto saberão.
E há aqui uma presunção muito perigosa. Muito perigosa, inclusive, para os valores de liberdade, fraternidade e igualdade que possibilitaram o desenvolvimento do livre arbítrio (O livre arbítrio é o que nos vale, é o que faz de nós homens com M grande.). Reparem bem. Há uma cisão no mundo cristão, porque o Vaticano se recusa a reconhecer legitimidade aos Patriarcas das outras seitas cristas. Crê o Papa ser o único que pode falar por Deus Filho na terra. O único intermediário no universo, o único representante legal. Acham razoável? Acham que os cristãos Coptas e os Ortodoxos estão muito enganados? Que são muito folclóricos? E os protestantes? Acham que são uns parvos, que não percebem nada disto, que têm má vontade? Pouco importa. Vocês não seguem a Cristo, seguem o indivíduo que diz que o segue. Confuso não é? Também acho.

Ama o seu vizinho? Ama os que lhe são estranhos? Olhe que são seus irmãos. Eram irmãos de Cristo, deveriam ser seus. Pensa que, se Cristo voltasse hoje, seria um homem diferente, que iria tomar mais cuidado com as companhias, sei lá, evitar os sidosos, os que têm hepatite e que arrumam carros quando num pedem trocos. Era capaz de ser irmã deles? Madalena, Daniela? Se não são irmãs porque é que querem ser mães dos outros, paternalistas, porque é que julgam que sabem melhor do que cada um sobre a sua vida. Porque é que se arrogam à pretensão de julgar saber o que é melhor para cada um que não sois vós? Porquê? Acreditam que se salvam ou que salvam os “outros”. E quem são os outros, já agora? Onde moram, em que condições, quantos filhos têm, em que escolas é que andam. Vão juntos à missa? Levam os vossos filhos às manifestações e fazem-nos empunhar uns cartazes com uns fetos esfrangalhados com um sinal de proibido em cima e dizeres “sim à vida”? E, já agora, certificam-se que estão bem penteados e melhor aprumados? E chegam e saem de carro? Essa coisas…
A arrogância, a Arrogância… minha Deusa!



Nossa Senhora Desatadora dos Nós


Alguma vez meditaram neste poema?:

«Salve, Maria cheia de Graça
Bem dita sois vós entre as mulheres
e Bendito é o fruto do V. ventre, Jesus.
Santa Maria Mãe de Deus,
Rogai por nós pecadores,
Agora e na hora da nossa morte.»
Assim seja!

Vêem-se como pecadoras? Pecam? E é em consciência que Lhe rogam que interceda por vós? Agora(!) e na hora da vossa morte (muito importante, para lá da hora da vossa morte, até ao dia do Juízo Final, acreditam nisso não acreditam? Porque é a única coisa que se aproveita no catolicismo. O Juízo Final, aquilo que vos põem cabresto, vos refreia. O temor de um Deus da Fúria. O Deus Irae, aos pecadores espera-os um eterno ranger de dentes, cuidado com a punição divina.) É? Olhem que há muitos pecados. Um deles é o da ingerência na vida alheia. Nas vidas que vos escapam, ou das quais vocês nem sequer querem saber. Ou querem-me convencer que compraram um telemóvel vermelho para acabar com a pobreza em África? O que sabem vocês de África? Da história das mentalidades africanas (vá lá, nem vou muito longe) do século vinte? É que vos posso contar qual é a Vantagem útil, prática e directa (em suma, pragmática) em “não” permitir o aborto na religião católica. Trata-se de uma guerra demográfica. Esperem aí, em Caps Lock: DEMOGRÁFICA, num fossem vocês fazerem confusão. A situação alterou-se um pouco no último decénio mas, em África grassa a pobreza e a corrupção. Os líderes são católicos, e entre as franjas mais pobres progride o Islão. O Islão avança ao kilometro por dia. Mas antes de isso acontecia que na Europa já se borrifou praticamente tudo para o Vaticano. Sobra-lhes muito pouco (bem, enfim… esta geração de fins de 80, 90 é um pouco maluca.) Resta-lhes a América Central e a do Sul, África e as Filipinas, coitadinhas. Num podem, nem devem perder território nem influência nessas bandas. Crescei, pois, e multiplicai-vos. Façam de nós muitos, façam de nós mais qu’ós outros, mais do que às mães.
Nas Américas há a competição ferocíssima dos Tele-Envangelistas de proveniência Anglicana, protestantes que num passam cavaco ao Papa. A ver se a Igreja Universal (tão a ver??, Universal! É fácil, num é?) do Reino de Deus paga dizimo ao Papa, é o pagas! E vão lá vão, já viram a fortuna que fizeram em tão pouco tempo? Imaginem os católicos, porque é que será que recorrem a todos os truques e artimanhas possíveis para não perder influência, poder? Porquê? Por amor a mim? A si? Ao próximo? Desinteressado? A sério?
E agora, vamos lá ver… a batalha está a ser perdida. E nem é culpa dos católicos praticantes, coitadinhos, os outros é que são mais e maus, ou mais maus. Ou bons. Em África desertam que se fartam e nas Américas igual. Por isso é que se fala de um Papa Latino ou Sul Americano. Num é porque somos bonzinhos e agora é a vez deles, isto num é as Nações Unidas. É só para recuperar élan. Força! Prestigio, ascendente.
É óbvio que num se podem desmobilizar as “forças” aqui na Europa. Uma religião dois sistemas só na China e eles dispensam. E então mobiliza-se a comunidade católica (alguma de vocês percebe peva de sociologia?) e formata-se-lhes o cérebro (alguma de vocês percebe de direito? E retórica?). Só isso explica os vossos dementes discursos.

Na china teve de se implementar a política de um casal um filho. Foi uma profunda alteração nos costumes, com consequências dramáticas mas resultados que saltam à vista. Estima-se que em menos de vinte anos a Índia vai ultrapassá-los em número de habitantes. Na Europa num foi necessário instituir politica nenhuma, facultou-se a tecnologia e foi um ver se te avias. Neste momento temos 0.75 filhos por casal. Num é um estrondo? E sabem que mais? Os emigrantes ajudam e de que maneira a inflacionar as estatísticas (Isto, a mim, só me dá vontade de rir, palavra de honra. É que é muitíssimo bem feita!).

Mas agora estou mesmo a ver, no dia do referendo hão-de sair dos lares e de suas casas todos os velhinhos que já nem quécam nem querem que se queque, mais ós católicos apostólhicos e os romanos todos juntos a não permitir que os “hippies” que vão para a praia num dia desses façam o que muito bem entenderem. Num senhor. “Estamos cá nós que não deixamos”. E depois, suas cabras, a chamarem de criminosa e sem vergonha à Carrie… Olha que francamente. Ao fundamentalismo que vocês chegaram. Gente adulta e informada, a fazer chantagem emocional. Que vergonha!


p.s. Num é a FAVOR do aborto, suas avantesmas, é a favor da sua despenalização. É a favor da opção por um mínimo de condições dignas de nascimento e formação. “Aquilo” que tenho certeza que vocês julgam poder ou vir a poder facultar aos vossos filhotes (e já agora que sejam muitos, gordinhos e felizes. E que os façam por onde vos der mais gosto!) Quiseram e querem fazer os vossos filhos por e no meio de amor, num foi. E agora imaginem… Uma outra vida. Sem horizontes, sem amor, sem confiança, ao abandono, de si, dos estudos, da rua, a machadada na adolescência, ou mesmo na infância. Uma rapariga de 15, 14 anos ainda é uma criança, desculpem-me mas é! E há tantas. Eu trabalho com escolas. Sei que há meninas a engravidar aos doze. O que é que vos parece? O que é que falhou? Foram as pecadoras de doze anos, foram os pais (ahahahah! Se fosse tão simples.) foi o sistema?, qual sistema? O vosso, o nosso ou o “deles”, o dos “outros”? que não sabem… coitadinhos! E se for uma mulher adulta funcional e integrada. O que é que tu sabes? O que é que eu sei? Quem sou eu para poder reduzir o âmbito de possibilidades que se colocam ao seu dispor. QUEM SOU EU? Para determinar e condicionar a vontade dos outros
p.s.s. Certo! As vossas primas não abortam, desmancham. Tipo, vão ali fazer um desmanche. Sei lá, a Londres ou a uma clínica espanhola. E, com um bocado de sorte ainda aproveitam as “rebajas”, que é para curar a neura. E bem precisam. Coitadinhas. Mas a não despenalização do aborto (em e numa porrada de circunstâncias condicionantes, num sei se leram sequer o diploma. Eu não, mas imagino.) vai compactuar com a indignidade e precariedade dos seres humanos que necessitem de recorrer a serviços ilegais. Num vos choca, irmãzinhas? A mim choca. Coitadinhas das meninas que vão parar a “clínicas” de vão de escada. Coitadinhas…
p.s.s. Agora e sempre me fez impressão a condição de beato. O que crê porque crê. A Fé é um acto voluntário de crença em algo que é improvável (perdão) que num é provável. Eu faço fé que dista daqui ao Porto 300 km, li algures, e acredito. Deus me livre de ir medir a distância para confirmar que se trata de um facto. Acredito porque sim, porque me facilita a vida, assim como aceitar que a China existe. Mas os beatos, dizia eu, sempre me fizeram muita impressão. Para começar, porque, apesar de ter assistido a algumas missas nunca mas nunca aprendi ou dominei aqueles códigos todos mais às ladainhas e as genuflexões. As ladainhas, então, eram do pior: metralhavam-nas! Cuspiam-nas (desculpem a imagem) cá para fora a uma velocidade impossível de acompanhar, quanto mais o que diziam. Sempre me interroguei, será que sabem o que dizem, será que entendem o que falam.

Quinta-feira, Junho 29, 2006

Num sabia mas fiquei a saber

(sempre a aprender):



As CocoRosie são Lindas, Lindas de morrer!

E vão estar no dia 3 de Julho na Casa das Artes de Famalicão. Eu num vou. Mas tenho pena, muita pena.

E agora fui ao baú desenterrar qualquer coisa para Vos entreter

O meu diário num será Borgiano mas é de facto para permanecer meio secreto. Nem é por nada, mas o novelo que se fia cada dia... é complexo, é indízivel, mas, na realidade tão simples como todas as outras vidas de todos os outros seres. A diferença está na óptica, no modo como nos lêmos e movemos. Deixa estar... Isto porque, para te contar um episódio de que ocorreu hoje, tenho de recuar (deixa ver) 24 anos no tempo.
Cheguei a Lisboa aos nove anos - até então estive a viver aventuras dentro do país do berlinde, que era (e é) o meu mundo muito próprio. - Aliás, chegámos, eu a minha irmã mais à minha mãe. Só nós, um granda clã! A super família mono-parental - e sim, a Diana é minha irmã, irmã dos quatro costados. Só que, eu e a Marta temos irmãos comó outros têm primos. Só legítimos, só legítimos somos uns dez (tenho sempre de os enumerar mentalmente) mais os outros, os filhos dos meus padrastos com quem partilhei vinte e muitos mais anos. Já contando com os outros filhos do meu pai mais os da minha mãe. São todos bons. São todos à séria. [re-lê isto devagarinho e num queiras compreender à primeira].

Bom, mas chegámos cá - porque tinha mesmo que ser -, e - certeza das certezas da minha mãe -, estacionámos no coração de Lisboa e por aí ficámos(e por cá fiquei, daqui num saio, ninguém me tira), durante uns tempos: vá-lá, 9 meses a morar numa residêncial porreiríssima mesmo em cima do miradouro de S.ta Catarina. Os proprietários uns queridos. Só para veres, o Sr. Carlos levou-me pela primeira (e única) vez na vida a um jogo de futebol: Estádio da Luz, 3º anel e tudo cheio, entráva-se por um túnel moldura de mar de gente, tudo "lourd" o som, as cores, a festa... Sentámos-nos e... 8-0 ao Belenses! eu já nem os via, aos golos quero dizer. Fiquei fascinado com tudo aquilo. Olhava o público e nisto gooooo-lo, gooooooo... qd virava a cabeça, já a bola estava "lá" dentro. Soube mais tarde que foi o primeiro ano que o belenenses desceu de divisão. Nunca mais pensei nisso... E, a valer, nunca mais fui à bola. 'Tás a ver como eram uns queridos?

Somos vizinhos desde sempre, mas Hoje...
Hoje passei lá a fazer umas reservas especiais de corrida. Ai min, "cá", onde trabalho, e quando se necessita, reserva-se no Hotel Borges, e um pouco no onde calha. Enfim, num tenho que me explicar... Fui lá fazer as reservas porque os quero impingir muito bem impingidinhos e porque todos nós nos merecemos uns aos outros.
Chego lá...,
já tinha falado antes e ao telefone quer com o Carlos quer com a mulher. Mas ela vejo-a pouco, não passeia o cão na rua como o senhor Carlos... varreu-se-me,varreu-se-me o nome.
Conversa com o senhor Carlos, combina-se isto e aquilo e, nisto, escuto a voz da mulher, da ama, ela era como se fosse nossa ama. Chegávamos da escola e era alí que nos davam de lanche. Na cozinha da Residêncial. Muita fishe! Marmelada e o que quisesses. (num era tão bom como o lanche no alentejo em casa da Balbina, num era... mas) era bestial.
[a partir daqui desistam de compreender!]
-- óh Sô Carlos, o nome da sua senhora, qual é?
-- Adélia.
Havias de ver a minha cara de parvo, nisto toca o telefone, era a margarida, -- 'tou! Nem tive tempo de digerir o meu espanto. Chegou a Adélia:
-- Óhhh!, Beijinho.
O cúmulo da confusão. E eu pá'li... "será coincidência, que raio de acaso"...

Sempre a aprender!

[A Cópia (já num sei em quantas vou)]

«Tuesday, March 29, 2005
«A mulher não se toma pelo raciocínio, não se toma pela súplica, toma-se e nada mais.»
Napoleão Bonaparte»
[fim de cópia]

Interessante, custa-me a crer, mas é interessante! Tudo aponta para que faça sentido. Mas eu quase que me recuso a creditar (faz-me muita confusão).

Outros aforismos então.
Este já aprendi à muito tempo:
«You never get a woman back, not by begging on your knees» Leonard Cohen

E uns da minha lavra:
«Ou Tudo ou Tudo!»;
(e, agora, cuidado, esta é capaz de ferir a susceptibilidade de alguns...)
«Mais vale só do que assim-assim!» Goiaoia


p.s. ainda assim, ainda assim, e sobre o que "aprendi" hoje, mantenho sérias reservas. Sinto-me mais... natural na expectante timidez da raposa. É uma questão de brio. Brio pessoal, e assim permaneço... ainda resquícios do adolescente autista a-social que mais que se emancipou, orgulhosamente só! É que nem sequer é sós! é só!

p.s.s. «Ai num corres, ai num vais atrás, é?» pergunta-me a minha irmã, «então, olha... (pancadinhas nas costas e sorriso de mofa), se estás melhor assim...»
«Estou!» respondo de trombas.

Terça-feira, Junho 27, 2006

Eis um cómente qu'até parece que tomou um ácido (e veio parar cá acima.)

Há dois textos que num me saem da cabeça. Um, desde sexta feira que merece um poste de estádio: «Felicitações Madame» um filme de Olga Roriz com realização de Rui Simões que é das coisas mais belas que me foi dado a ver em dias de vida. Comovente, belo, uma autêntica (cócó, foram-se as minhas sétinhas de para a esquerda e para a direita, para cima e para baixo) (xixi, socorro desapareceu-me o control xis e o shift select...) (meu deus, agora é só letras, será que o enter funciona?? num arrisco... onde que ia?) 45688 (os números funcionam)(e s sétinhas dos números também. E assim o shift já me seleciona o [o control x funcionou] De facto, e agora voltou tudo ao normal. Até as setinhas normais já funcionam. Que susto, que tripe...!).

Uma autêntica gesamtkunstwerk. Werk é trabalho, o resto... já sabem... podem ir buscar ao sítio do costume. Ou esperar por um dia destes.

O outro texto que pretendo fazer é [que giro! já reparam que agora num se diz escrever um texto? mas sim fazer um... ou será que sou só eu? Deixem estar.] sobre o meu ódio à cor preta. E o deslumbre mas confusão que me fez a paixão que o teu* blhógue me causou, imprimiu. E depois, e depois as fotografias ficam tão bem num fundo preto.

Três, afinal são três. Estive hoje para cima de cinco horas no CCB com «Sua Excelência o Secretário de Estado da Cultura» mais a sua Ministra numa «sessão de apresentação pública dos ante-projectos de diplomas que consubstanciam a nova regulamentação do Apoio às Artes» que foi mais rir que chorar (ou será que foi ao contrário??) sobretudo quando correram com a imprensa (e ainda bem!), mas esse assunto há-de ser bem mal-tratado nos jornais de referência, e assim é melhor ficar. Porque até o far west é pequeno demais para o que gostava de dizer.

* "isto" era suposto ser um cómante para a Dia, mas saiu ao lado.

Segunda-feira, Junho 26, 2006

Muito Bem! Ontem, ou lá o que é,

...Foi Lua Nova, e hoje, estou a um passo do milésimo visitante (actualmente vou nos 997), e então e então: Vi a Luz!

p.s. sursum corda é corações ao alto! em latim, isto para os que num se derem ao trabalho de o googalizar... ou mesmo, wikipedár.

Domingo, Junho 25, 2006

Ora aqui vai mais uma cópia,

há já um tempo que num as fazia. Mas esta é terrível, esta é das que num se fazem. Ora vejam lá que vem de um sítio protegido por um tal de um (vou buscar...) «do not (ái, aliás) Page Protected By COPYSCAPE - DO NOT COPY». E agora o que é que eu faço...? é que o aparelhómetro diz que me vai descobrir: «plagiarism will be detected by Copyscape.» (Búúúú!) Meeeeeeedo...

pois Cupio pois claro, e já agora com erros e tudo. Que era quando as cópias eram giras: «Então?!?! dá-se erros a fazer uma cópia?».
O máximo que me há-de, pode acontecer é ouvir um "o menino é feio, isso num se faz" ou, só, «Não faça mais isso!» Está bem! hei-de responder, se e quando for necessário.

Entretanto, vamos ao crime:
«Descubro, que a cada dia que passa, deixo de me esforçar por agradar ou ser simpática. Que digo aquilo que penso quase sem controlo. Já antes o fazia. Mas sentia muitas vezes que deveria ter dito mais. O que pensava. E não dizia só para não ser desagradável, ou mal interpretada. Detesto ser mal interpretada e depois perco-me em justificações e divagações que só confundem mais os outros. Até na escrita sou assim. Há que usar sempre a diplomacia e a boa educação, mas sem cortar as pernas à verdade. A minha. Pronto é a minha verdade, mas a minha verdade é aquilo que sinto. Em relação a tudo.»

E agora cá te espero, Lyra.
Cumprimentos e obrigados

p.s. Quase, quase, quase que podia subscrever integralmente este excerto de texto. Pois daí a cópia.
p.s.s continuo à procura da tal «Dias de Princesa». Úh-úuuh, where are you?
p.s.s. O único aqui que dá erros sou eu. O texto copiado num tem, repito, num tem nenhum erro. Está impecável, e nem vale a pena ir por aí. Era só mais uma das minhas intraduzíveis "privates".

Se ele há coisa que me desagrada é o Não...

poder comentar livremente!
[prólogo]
Se há coisa com que desatino é tropeçar no «a moderação de comentários foi activada» e ú blá blá, blá-blá-blá subsequente. Mas olhem lá... qual é o mal de emprenhar de ouvido ou por outro lado qualquer?? E depois...? Ele num existem ferramentas e previlégios de administrador para remover à posteriori o cómantes desagradáveis. Cheira-me a um exercício desmusurado do poder do «Não!».
Alto! escute-se e entenda-se que isto num é uma crítica dirigida a ninguém em particular muito menos ao senhor lincádo já aí em baixo. Estou a emitir uma opinião, nos moldes rudes a que vos habituei, mas é só isso.


[cómante]
«Sim! Luís, deve ser isso. Sim, apesar de um pouco escura, dá para perceber que é natural, que existe "aqui" uma composição ou uma ordem fractal, mas escrevo-te por outro motivo.
Em subtítulo avanças que nunca se deve substimar o poder do não. Sim, Luís, tens razão. Quem "o" não aprender a usar nunca estará feito e acabado, será sempre sujeito às mais diversas e desagradáveis situações que um Não! evita liminarmente. Mas no entanto, e no porém das coisas, ele há muito(s) mais a num substimar.

Nunca substimes o poder de poder pedir!, em qualquer circunstância e o que quer que seja. Tu pede o Mundo, e o pior que te pode acontecer é ouvir um não, e na melhor das hipóteses, ouvir um Sim!. Pedir as coisas, e já agora com bons modos, é um poder inestimável.

O poder de dizer Sim! é ainda mais valioso. Se conquistar o "não" é um "great achievment", ser-se-á sempre incompleto antes da acepção e comprensão do uso judicioso do Sim. E do poder oferecer: tudo e mais umas botas. Tu com um sim podes fazer um mundo, enquanto com um não num fazes nada (Nada, zero sem aro à volta.).

Ab. Goiaoia

p.s. gosto e gasto muito pouco o não. De resto, num me recordo da última vez que "o" tenha utilizado tanto e de seguida.»
p.s.s. só mais uma coisa, tropecei na morada lincada enquanto procurava um tal de um Blhógue sensacional de uma tal de "Dias de Princesa". Alguém me pode ajudar?

Sábado, Junho 24, 2006

Isto tornou a ficar muito escuro II


O ""Bom" Selvagem" a atirar-se à Boa da Marlene.
[porra, esqueci-me do nome do autor, mas é de um britânico que sozinho fez mais pela arte Deco que muita gente junta (Um gajo muito sofrido, muita gótico.). E atentem bem no estilo de transição. Esta ilustração vem da estória de "Rapunzel"

Eu desmarco-me! E tomo posição.

Estamos mal...
Um dos meus blógues favoritos (ora atente-se que até retirei o agá e tudo, em manifestação de respeito) está na merda! E eu tenho pena, muita pena!

O quê, como, onde, quando e porquê? Eis uma estória em que sinto alguma dificuldade em contar... Vou começar com um linque, mas vocês não se dispersem.

Ao que parece, este blógue já foi de referência, mas, e eu sou um neófito nestas andanças, cada vez que (deslumbradinho) falava nele aos meus, praticamente inexistentes, amigos da blhogósfera recebia invariavelmente a mesma resposta:
- Ah! esses... - e, depois, com condescendência - "Isso" já foi muito giro, nos tempos do "Bom Selvagem", mas depois ele saiu e deu o blógue a num-sei-quem. E perdeu a piada toda.
- Perdeu??L? [lá estou eu... (!)]

Ai é? perdeu a piada?? Bom, deixem-se estar que eu vou ali dar umas gargalhadas valentes e já volto.
Postes como:
«Querido Davide» de 4/21/2006;
«Davide» de 4/13/2006;
«terramoto» de 4/15/2006,
fizeram as minhas delícias. Certo, foi um momento particularmente "feliz" da Marlene, mas, e ainda assim, nunca mais deixei de os acompanhar. «Os»L (ai) ! [bom, já chegaL (ai, outra vez)!]. Digo «os» porque "eles" são dois. É a Marlene e o Def. (É, ou era(m), porque agora está tudo parvo.) Mas o Def, e no início, não me merecia grande consideração. Sobretudo, porque os seus postes alimentavam uma corja de alarves entre os quais pontificava o "coelhinho Tê". Mas enfim, tasca é tasca, e esta, se bem que às vezes ficava uma bodega (ver: 5/2/2006 «amor inter-racial»), ainda assim, fazia sempre questão de, nas minhas voltas, lá dar um pulinho.

Entretanto a Marlene fazia o perfeito papel de "Patroa" super esperta e filha da puta como me lembro de a ver no "Johny Guitar" ou noutros desses filmes de cowboys, com sallons e respectivas personagens femininas à lá Corto Maltese. (iu nou uárai min?)
Enfim, para mim a Marlene era "dose", para os outros era demais. Sobre este aspecto, aconselho-vos a dar uma vista de olhos... ai, já num é possível... As caixas de comentários foram-se, desapareceram... Censuradas! Pois é essa estória que vos quero contar.

A produção literária da Tasca da Cultura lá se mantinha, regular, mais ou menos boa. Mas sempre que a Marlene postava lá vinha um coro de:
«- Tu Tá Masé Calada!», «O Que Tu Queres Sei Eu», ou, mais raro, «Eu Faziate e Comiate, Mas Tá Masé Caladinha!». Havia muitos «Tens a Mania...!!!» e «Julgas Qués Melhor Cós...». Enfim, está ilustrado o suficiente. Mas a Marlene continuava a servi-los, com maus modos, é verdade, mas a servi-los. E entretanto o Def conseguiu, a pouco e pouco, mas mesmo muito a «pouco e pouco», surpreender-me. "Nisto", ou, de súbito, ou, afinal, o gajo era o tipo sensível, o "Querido" de serviço. Tipo, o Bom Polícia e a Marlene o "Bad Cop". Parelha impecável! O que um matava o outro esfolava, e vice-versa, ou duas mãos, em que uma lavava a outra.

De repente, & out of the blue, aparece o "Bom Selvagem" com um texto maradíssimo que só consigo comparar à besta do «SEPARATISMO-50» (ver: «biqueirada na sic comédia, a brincar a brincar» de 6/14/2006. E a Marlene respondeu de imediato com um desmarcanso super agressivo, mas muito merecido. Bom, o "...Selvagem" mandou-se ao ar e foi aos arames, e, entretanto ainda arranjou tempo para ter um "ataque". De mau gosto, reles e de muito baixa condição, com um nível de argumentos que me apanharam de surpresa... Então este é que é o tal gajo muita fishe muita shiro? (esperem lá só um bocadinho que eu vou ali chorar, carpir as vossas opiniões.)
Estalou o verniz, e foi uma autêntica vergonha, porque a Marlene, mão na anca (como qualquer patroa que se preze), deu-lhe troco. (ver postas subsequentes à do "...Selvagem". E nisto surge-me o Def em todo o seu esplendor, preocupadíssimo quase consternado com a situação, mas a desmultiplicar-se em acções de mediação. Um verdadeiro conciliador. Tarefa na qual o seu desempenho fez com que subisse milhares de pontos na minha consideração.

Certo. Mas, se a estória acaba assim, para o que é que nos serve? qual é o ponto.

O ponto é fazer queixinhas. Então não querem lá ver que o ########## do "...Selvagem" "convidou" o Def a retirar as caixas de comentários?!?!?! Agora a "Tasca da Cultura" tornou-se no que eu chamo de "Fora de Brincadeiras": «podes ver, mas num podes tocar. A bola é (ou, afinal sempre foi) minha! e eu sou o senhor Scolari...» nhãnhãnhã.


p.s. Cada # equivale a um caracter.
p.s.s. O senhor Def ascendeu à categoria de Conciliador com sê grande. Enquanto escrevia este poste a sô dona Marlene voltou à tasca. Vou lá ver, mas ela borrou a pintura, lá isso borrou.
p.s.s.s. Só mais uma coisinha: reparem que, apesar de ser um dos meus blhógues favoritos (pois) é o único que num linquei aqui neste espaço. Tinha vergonha. Duvido que me passe... entretantos, mantinha o linque escondido no "pontinho de fuga" ou lá o que é. É onde guardo os blhógues que são para a palhaçada.

Sexta-feira, Junho 23, 2006

Isto tornou a ficar muito escuro



Pode ser que um Möbius Escher ajude... e daí talvez não.

«...sou seda vermelha de vontades.»

Fiquei impressionado!

[p.s., lamento, mas num tenho condições para lincar devida e convenientemente o autor do titulo]

Quinta-feira, Junho 22, 2006

Mudei de ideias, de cómante passou a poste.

[ai! de facto num tens e-mail... paciência! pois, ora então, desculpa-me lá, mas vou-te afogar a caixa de comentários mais um bocadinho.]

(editei uma presunção)
Acabei de perceber tudo!:
Ligou-me a minha Irmã a comentar (e olhem que isto é raro. Está bem que só tenho blhógue à coisa de meses, mas, mesmo assim, a minha bela Irmã é contra. E ao que parece (espera, deixa ir ver... lol!) pois, (a Marta é muito intuitiva, toda ela muito Leoa.) então ligou-me a comentar:) os dois postes d'hoje (Para além disso deixou-me um cómante! Da fârst úane!).
- Olha lá, como é que te foste lembrar da Teresinha??
- Ah! Isto e aquilo...
- Pois... mas escuta, mas como? Hoje enganei-me numa estrada e vê lá tu que tive de ir dar uma volta de 30 km, e a passar – precisamente – na terra dela...
- A sério...
- Que coincidência... (...)
Foi muito simpática e perguntou-me pela menina que (aparentemente [ma num é vero. Tratou-se de um esforço para escrever um e-mail para um personagem que eu cá sei, um 1.º "chapado"]) os tinha despoletado, tipo, mas quem é? E eu lá expliquei, aquilo que na realidade num sei, a personagem que desconheço: - ah! assim e assado.
- Mas olha que ela sofre muito!, âhnn? - respondeu-me a Marta,
- Pois, eu sei... [sei? por acaso até sei! ((mas num parece)) e é uma das outras coisas que me irrita (parágrafo para não gastar as exclamações.)].

Escuta (e já percebeste que se me perdoas ou não acaba por ser um pouco igual ao litro, "né" ce pas? (devia medir as minhas palavras)), num é que sofras muito... tu sofres é demais, Pirilampo Submerso (acabei de descobrir o teu nome)
E as minhas observações não pretendem ser gratuitas, não pretendem ser maldosas.
Pretendem, quanto muito, manifestar o meu mal-estar pela "barragem" de (ai!) (...)[censurado] (...) que encontro de cada vez que me aproximo de ti, do teu ciber-cérebro (num há redundância que me valha.)

E então, fui-me perdendo em pensamentos de cada vez que te lia. Até que me assaltou esta ideia (que só agora intuí em toda sua plenitude) de que, sendo muuito diligente, ainda assim... abres um buraquinho e escondes por lá uma série de talentos de que (num sei...) [censurado] Sei lá se é isso, mas lá que (... inenarrável ...).

Em suma, gosto de ti! Mas às pessoas de quem eu gosto não tolero nenhum mal, nem mesmo e muito menos, [####-#########]. Estou desolado, mas trata-se de algo superior à minhas forças. É perguntar a qualquer uma das pessoas que aprecio e que me conheça.
Mas, e o que é que eu sei? Rien!

Peço-te um favor: vai-me perdoando estas e outras... mais as confusões.
Felicidades para todos'teus empreendimentos

p.s.: Obrigado, adorei os teus elogios.
p.s.: e, também (na altura) adorei o poste do bispo e do venerável no «Sá da Bandeira», acabei de o reencontrar numa pesquisa lenta. (não houve índice remissivo que me valesse, tive de ir um a um, até ao telefonema da minha Irmã.)
p.s.s.: whatever...

O prólogo

[As minhas mais sinceras desculpas... Mas, cá está, aproximando-se:
Maizum poste de palmo e meio com "ganso". (quem é que aqui jogou ao guélas?)]

(...) Nisso e em diversas "coisas": a vida num é só cinema ou gelados. Há milhentos de outros aspectos. Mas este é fulcral, e, quanto mais penso nele, quanto mais desfio o novelo, toda uma porrada de assuntos se embrulham. E daí fiquei a ruminar, a ruminar...

Tivemos uma (bem, várias. Mas esta é e foi especial) empregada, uma mulher a dias que, entre outras coisas cozinhava que era um espanto. Existia nesta nossa ligação (a empregada que trabalha para uma família de seis pessoas) uma série de idiossincracias ou aspectos curiosos: A mulher sozinha tinha mais dinheiro que todos nós juntos, proprietária de imóveis e com uma gestão contabilistica do arco-da-velha que lhe permitia ter num sei quantas dezenas de seguros de vida. Ora estes seguros de vida eram uma espécie de conta corrente de poupança!?! Andava sempre a pagar mensalidades dos seguros, só que, como já fazia "isto" à anos e anos (contem para mais de vinte) também estava sempre a receber prémios (Por acaso já num me lembro se as mensalidades são os prémios se são os quê. Num faço seguros.) Mas aquilo era uma abono: fiqua sabendo que esses seguros não são vitalícios, têm um prazo. E findo o prazo devolvem-te o dinheirinho que andaste a depositar durante vinte anos. A senhora já na altura tinha para cima de 60 anos. Mas continuava, furiosamente, a fazer seguros. Também tinha um carro, um Mini Morris original, que fez com que aos trinta anos se tenha decidido a ir para a escola para se poder habilitar a uma carta de condução. Fez o exame da quarta classe e meteu-se nas aulas de condução. Tão nervosa, tão nervosa com a ansiedade que só passou à terceira. Sugeriram-lhe um truque: «antes do exame bebe um cálice de vinho do porto», e ela assim fez e ficou tão alegre, tão pateta, tão descontraída que passou logo.
Nunca bateu, nunca pagou uma multa: bem, uma vez multaram-na por estacionamento indevido. Só que a Teresa (teresinha para os amigos) ficou tão chocada, tão chocada, que foi fazer uma exposição lá para os lados de Santa Marta. Conseguiu arrastar um polícia até ao local do "crime" e o senhor bófia foi obrigado a constactar que o sinal regulador de trânsito estava tapado por um arvoredo. Deram-lhe razão e retiram-lhe a multa. Acredita, trata-se de uma mulher de armas. Tinha vários sonhos, concretizou-os todos! E deu-me várias lições de vida. Entre as quais, com os seus exemplos, explicar-me por Á mais Bê a parábola dos sete talentos (quer dizer, num me contou a história, mas ajudou-me a percebê-la muito melhor) [reparem que me dei ao trabalho de "o" partir meio]:

A blá-blá-blá dos sete talentos:

«Era uma vez, à bué e bué da séculos, um senhor proprietário de muitos terrenos e detentor de uma fabulosa fortuna. Um dia teve a necessidade de se preparar para uma looonga viagem de negócios. Tinha três empregados a quem chamou e confiou uma soma de dinheiro dizendo-lhes o seguinte:
- Vou ausentar-me por tempo indeterminado. Peço-vos que sejais os meus fiéis depositários. Guardai pois, cada um, sete talentos de ouro.
Assim o disse e assim o fez. E depois foi-se.
O primeiro dos empregados viu-se com a guita na mão e assustou-se com a responsabilidade. Pensou, pensou e disse: Bom! então, até já... e pirou-se para um sítio que só ele conhecia, olhou em redor, viu que num estava a ser observado, abriu uma buraco e escondeu, muito bem escondidinho, o dinheiro todo. Mais tranquilo e sossegado voltou a sua vidinha.
O segundo olhou para a fortuna que tinha em mãos e pondo-se a pensar chegou à seguinte conclusão: «Mén! que sorte... bem... vou apostar uma béquinha nas corridas de camelos.» E, assim, no sábhat seguinte dirigiu-se ao camelódromo e, judiciosamente, fez os seus cálculos e apostou forte e feio. Não meteu tudo no mesmo "cesto", foi esperto. Fez um cálculo de probabilidades e esperou pacientemente... Perdeu tudo, bem... recuperou meio talento. Mas, desesperado para recuperar os outros, pois, também esse perdeu.
O terceiro... [vou ali atender umas crianças]
Bom, o terceiro sentou-se. E ficou a olhar para a responsabilidade que lhe tinha sido conferida: «Mas o que é que eu faço agora?» E, enquanto pensava, reparou que não tinha recebi instruções nenhumas. Que o patrão nem lhe tida dito para fazer "isto" nem para num fazer"aquilo", uma total falta de indicações é por si só uma grande indicação. «Éh! Carta branca para gerir o dinheiro que o senhor me deu.» Concluiu, e, então, pegou numa das moedas de ouro e no dia da feira foi lá ver se se podia arriscar nalgum negócio. Viu, viu, pensou, pensou, e, após profunda análise arriscou investir nuns ovos. Comprou uma data deles, pagou com o talento e recebeu dois terços de troco. Voltou para a "sua" terra onde os tentou revender. Bem..., vendeu tudo. Repôs o talento que faltava e, com o lucro (um terço de talento) voltou à feira e tornou a comprar ovos. à terceira, já mais confiante com o mercado de oferta e procura tornou a ir ao fundo de maneio do senhor e com um talento comprou um galo e duas galinhas poedeiras. Nunca mais comprou ovos, agora era produtor.

Entretanto o senhor demorou, demorou, mas quando voltou pediu contas.
Lança-se o segundo logo a seus pés, chorando copiosamente e batendo com a testa no chão: «Ai! Ai! Ai!»
- Mas o que é que se passa? - pergunta o senhor.
- Ai!... Senhor... Assim que partiu caiu-me a responsabilidade dos talentos que me tinha confiado, fiquei desejoso de lhe retribuir a honra com que me agraciou. Então arrisquei... mas perdi tudo. Buáááá-ááá Ááááá, (snif-snif)!
- Mas como perdeste tudo, era uma fortuna.
- Apostei! Buáááá-ááá
- Certo... certo... - (enchotando-o com o pé) e virando-se para o primeiro, interroga-o com o olhar.
- Também eu senti, Senhor, o tremendo peso da responsabilidade que por sobre mim recaiu, e, então, guardei-o muito bem guardado num sítio que só eu cá sei, e nunca mais lhe mexi. - terminou sorrindo.
O senhor, de cara velada, retroquiu-lhe - Certo, vai lá buscá-los! - É que nem precisou de terminar a frase e já estava o fulano de abalada.
Foi num pé e veio noutro, ofegante. Aproximando-se repeitosamente, de imediato largou os talentos nas mãos do senhor, como se estes o'stivessem a queimar. E, entre vénias, acrescentou - Aqui estão, todinhos, num falta nenhum. - Com um aceno o senhor dispensou-o, e, virando-se para o terceiro perguntou-lhe:
- E tu, desgraçado, o que é que fizeste?
O terceiro de imediato abre uma bolsa que trazia à cintura - Aqui estão senhor, os talentos que me confiou: Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete. - Uma a uma, as moedas passaram de mão. - Mas tenho mais para sí, Senhor! - continuou - Aqui estão mais nove talentos que lhe pertencem, pois realizei-os com o capital que me disponibilizou. Para além disso, passámos a ter uma nova capoeira que nos fornece, todos os dias, cerca de uns trinta ovos. Estou agora a investir no comércio de lãs, pois comprei também umas cabras, por mor do leite, mas agora são tantas que já as tosquiei e recebi mais algum rendimento. Tudo isto obviamente que lhe pertence.
A cara do senhor iluminou-se num sorriso. Vejam lá que até chegou a dar-lhe um abraço de contentamento.
- Pois fica com o dinheiro do lucro que conseguiste. Muito mérito tiveste. - virando-se para o primeiro, acrescentou - Já que gostas tanto de escavar buraquinhos vais trabalhar para as valas. Nas minhas viagens tomei conhecimento de um novo conceito muito interessante e obrigo-te a pô-lo em práctica. -
Virando-se para o segundo, disse - Tu! considera-te desde já ao serviço de um novo senhor. - virando-se para o terceiro, perguntou-lhe:
- Não se importa, pois não? Imagino que, com tanto trabalho, lhe faça falta um escravo. Entretanto quero fazer-lhe um "briefing" para o informar sobre uns assuntos... Pois gostaria que ficasse responsável pela implementação de uma rede de "saneamento básico" aqui nas minhas propriedades.
- Áh! mas, e as galinhas e as cabras...
- Óh! homem, compre mais um escravo, é para isso que o dinheiro serve... (fazendo um gesto expressivo) Para nos facilitar a vida. - E tornando aos outros:
- Estão dispensados da nossa companhia. Retirai-vos! - E os dois lá foram, infelizes, enquanto o senhor e o seu predilecto, pois, casaram-se, tiveram muitos filhos e foram felizes para sempre.»

Bom! A estória num é bem assim. No original há bué de «ranger de dentes» e essas coisas. E, muito importante, o senhor não atribuiu a mesma quantia de talentos a todos, um ficou com pouco, outro assim-assim e ainda outro com mais. Mas para o que é que serve esta estória.
Se é verdade que não nascemos todos com os mesmos talentos, também é verdade que há, no entanto, a responsabilidade de os desenvolver, cultivar e investir de modo sagaz.
- Mas o que é que a Teresa tem a haver com isto? - perguntas-te tu.
- Teresa, qual Teresa? - Perguntas-te tu mesmo à séria.
- A Teresa que andava sempre a fazer seguros de vida...
- àh, essa, sim! o que é que tem a haver?
- Sempre me impressionou o que ela conseguiu desenvolver com os parcos talentos com que veio ao mundo. Sei lá... Nasceu em Figueiró-dos-Vinhos, os pais num sabiam ler nem escrever, a irmã vende malaguetas exóticas na feira da Malveira (também não está mal!) e, a última vez que vi Teresinha, não dava vazão aos pretendentes... Suponho que tenha casado novamente e sido feliz para sempre.
Enfim, toda a sua história de vida que não consigo contar aqui.
Em comparação com ela sempre me senti um desgraçado. Um indigente, um cábula, um preguiçoso, e sabe deus a conta em que me tinham. Pois a ela todo o mérito, e a mim, que na altura tinha aí de uns dezasseis aos vinte e muito poucos, «um eterno ranger de dentes». Por acaso passou-me, mas duvido que algum dia lhe chegue aos calcanhares. Tal como via a coisa, ela até pode ter nascido com um terço de talento, mas aplicou-o como deve ser e fez uma pequena fortuna, enquanto eu esbanjava-o, a torto e a direito: acho que era capaz de o apostar. E de o ir perdendo. Mas diverti-me que me fartei. É isso: fartei-me.

Terça-feira, Junho 13, 2006

à espera

“Nos caminhos feitos o homem está parado e um homem parado não serve para nada”

(in Rio Turvo, Branquinho da Fonseca)

Domingo, Junho 11, 2006

Lua cheia!






(ouçam esta muziquinha)

Quarta-feira, Junho 07, 2006

Lamento [a Dia é que tem razão. Já estou pior, muito pior do que num sei quem]

o absentismo forçado.

Aos meus [é bem feita! afinal, passaram para 11/12, com dias de 4] visitantes regulares, os meus melhores cumprimentos.

(Quem é que citava Fernando Pessoa (a minha ignorância num me permite arriscar o heterónimo)?... Será que foi o: «Que bom ter algo que fazer e (pois) não o fazer»)

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APEDEITE
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24.Jun.2006

Afinal 8 (oito). É verdade que são poucos, poucos mas lindos.



p.s., E Faro?? Quem é que... quem é que à bué da bué da "táime" (ou à tanto quanto possível) me vem acompanhando desde lá de longe? Pois bem, mereces a medalha, a bicicleta ou mesmo a faixa da "Simpatia Acanhada mas Persistente".
A este visitante em particular um grande bem-haja!, aos outros igual.

29.Junho.2006



5.Julho.2006
(O que é que foi que eu disse, o que é que foi que eu fiz....)


Pá... o "gajo" de faro desapareceu. Mas o de Évora é lindo, amo o visitante de Évora: Vem mais vezes, vá, traz uns amigos também.

Quinta-feira, Junho 01, 2006

Free at last!

É incrível como dois minutos apenas podem fazer um bem desgraçado.

E, aliás (óh sim sim!, óh sim sim!), deves ter toda a razão:

Já Gil Vicente o dizia:
«Mais vale Burro que me carregue
Do que Cavalo que me derrube.»

Só para terminar. Num se fez mal nenhum, é que nem mal nem bem. Nada se fez. E aí... o que é que aconteceu? Que medo foi este: o de ser feliz ou o de ser infeliz?

Terça-feira, Maio 30, 2006

"A especialização é boa para os insectos!"

Ana Vieira de Castro, na revista XIS, do Jornal Público, num dia qualquer:

“Mais tarde ou mais cedo, todos percebemos qual é o nosso maior talento e tentamos investir nele. A aposta nesse primeiro talento parece certa e natural, mas hoje em dia sabemos que a inteligência fica potenciada se conseguirmos desenvolver os chamados segundos talentos. Os especialistas em comportamento e motivação que identificaram a Inteligência Emocional (IE), classifica-na como a forma mais completa de inteligência. A IE define-se como o largo espectro de talentos e capacidades que todos temos. Racionais, relacionais, afectivos, artísticos e por aí adiante. Por sermos todos dotados de muito mais do que um talento, vale a pena identificar os outros e cultivá-los.”

p.s.: A frase do título pertence a Robert A. Heinlein.

Quinta-feira, Maio 25, 2006

Shazam!

acreditem que:
por esta é que eu num estava à espera...

Quarta-feira, Maio 24, 2006

Isto está muito escuro




Tomem lá cor

Trata-se de mais uma imagem (fragmento) do Pedro Amaral.
Entretanto as visitas já recomeçaram. É das exposições mais complicadas que tive oportunidade de "trabalhar". Os resultados estão a ser fascinantes... vocês sabem que, numa turma de vinte e poucos alunos do 1.º ano (antiga 1.ª classe) mais de metade viu a "Paixão de Cristo", lá... do Mel Gibson, em aramaico e tudo???? Gore! Os miúdos adoraram-no e eu ainda num o vi. E filmes de terror? (Mas terror à séria!). Imaginem, uma rapariguinha de 6 (seis) anos a explicar que viu o "The Ring" ("O Aviso")... É que nem quis saber se estavam acompanhados (familiarmente) ou não. Isso sim, seria entrar por territórios perigosos.
Comparados com a televisão às quais têm acesso, os conteúdos das exposição do Amaral e do Olaio são "soft's", "easy" mesmo.
(Todos viram o Shreck! e a desgarrada da princesa com o passarinho no primeiro filme. Agora em parêntensis porque é um aparte e um desabafo: No último dia 25 de Dezembro, à tarde, na "sic" o programa contemplava o "Shreck 2", com prái uns 4 ou cinco intervalos de 20 a 30 minutos. Pois foi sem dó nem piedade, a cada intervalo publicidade às linhas "eróticas": «vêm! ããããhânnnn... liga-me» e as poses e fotos do costume. E eu fico sem saber o que é que é mais grave. Se ter sido sem querer se ter sido por querer. Em ambos os casos mete-me nojo. (E acrescento, será que a outra menina teve a sorte de ver o "The Ring" em dvd?))

Fiquem pois com esta "Branca de Neve" à lá Liz Tayler.

Terça-feira, Maio 23, 2006

pós-Post pó'xtenso

Vou tentar ser honesto.

Hoje passou por mim, no outro lado da rua, um conhecido de longa data. Lá ía, todo satisfeito com o cabelo cada vez mais integralmente grisalho e os seus calções ou bermudas. São-lhe ambos practicamente imagem de marca. Enfim... os calções ou lá-o-que-é são mais para quando o tempo pede. E têm-lo pedido - à noite tem arrefecido, mas os dias estão bestiais -. Mas então, passando por mim, despoletou-se-me uma série de associações de ideias, a saber (e é impossivel ser exaustivo e terei de ser redutor além de que num existe critério na ordem da sua apresentação):
-- Devemos ter a mesma idade.
Mas, a mim, cabelos brancos sei de um numa das sobrancelhas (num malembro qual delas) e de uns quantos mal semeados pelo queixo ainda que em menor número dos que prevalencem ruívos mas dos quais ninguém suspeita a existência ou mesmo a probabilidade de existirem. (Mas é verdade. Tenho pêlos ruivos na barba mas num se vêem [Tens de te aproximar muito mais...].)
Sempre que vejo estes "casos" fico meio fascinado. Recordando pontualmente uma assolapada paixão de amizade que mantive com a única menina de 13, 14, 15 anos... que conheci no liceu. Imaginem: uma menina de cabelo branco, branco e cada vez mais branco.
Sempre atribuí um charme desmesurado aos cabelos brancos. E já agora brancos amarelos e roxos. Os roxos eram mais para as velhotas e o amarelo mais pós vélhotes, mas eram um vistaço! [como é que esta porra se escreve??] Fico meio fascinado.
E recordo-me invariavelmente de uma anedocta (isso, com cê e tudo): Perguntam a um banqueiro durante um jantar porque é que tem a barba toda branca e o cabelo negro. -Áh!- responde o "bancano" - ...deve de ser porque utilizo mais a boca do que a cabeça.
Tão a ver? bem...
Será que falo mais do que penso? É muito provável. E ele, será que pensa mais do que fala?? É razoável. Só mal o conheço, em anos e anos de coexistência bairro-altista... num estou seguro.
-- Os calções.
Aquilo nem chegou a ser um despique... Mas, e a dada altura, o euroliberal chamou-me bandalho. Vindo de quem veio soube-me a elogio, mas e no entanto, e desde dentro da sua prespectivazinha, dou-lhe razão. Sou um bandalho. Nem é tanto por: nunca ou só em caso de casamentos, baptizados, funerais ou um frio de rachar e ainda assim... meter a camisa para dentro das calças (o que me permite num usar cinto, já agora, sempre que me apeteça); ou por andar permanentemente a tentar deixar crescer a barba para depois a cortar ao fim de uns (poucos) dias, só para tornar a tentar de novo; ou por estar a ficar careca e num investir valentemente na DERCOS (tm); ou por usar sandálias, e, se estiver um frio de rachar... pimfas! Meias comigo.; ou... num querem mais, pois não... Áh! muito importante, falta-me um dente por detrás do canino superior esquerdo. Mas tomo, no minimo um banho todos os dias, o que me torna num bandalho asseado.
E orgulhoso de todo o conforto que "isso" acarreta. Isso, a condição de ser bandalho. Bem tem alguns inconvenientes. Aqui o "jê" ainda não foi desenterrar das caixas marcadas com "roupa de verão" que ainda se encontram desterradas no ármazem que arranjei para os transbordos pá minha nova morada. Foi à quase dois meses... que está bom tempo e, ainda sem calções e sem t-shirts fininhas e os pólos... os meus adorádos pólos. Isto, para se ser um bandalho à séria, requer muita disciplina, senão pode dar para o torto...
-- (...)
Já chega, num?
Perdi ou orientei-me assim durante uns vinte passos no Calhariz, e depois segui a vida, a minha vidinha.

Segunda-feira, Maio 22, 2006

Cópia III

Só mais isto: «(...)
Estou farto de tentar arranjar artimanhas que exprimam de modo completo o que não é sequer compreensível. Lugares-comum, plágios, joguinhos de gramática e ilusões de escrita: tudo para a fogueira, antes que seja tarde! Pretensiosismos nojentos que nos levam à esfera do pseudo-intelectualismo de escritores faz-de-conta [moi même]... As palavras limitam-me, porra! Penso mais do que digo, vivo mais do que mostro. Comparações tristes e aproximações patéticas ao que é real e existe, eis o que são as palavras. Não passam de caixões onde tentamos encerrar o que só dentro de nós faz algum sentido, quando o faz de todo...!»

Cristóvão Figueiredo,
in Desumbiga (jornal de distribuição gratuita), nº 11: "Re*In*Evolução".
Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa.
des1biga@yahoogroups.com

E ainda, para os "palermas" que se queixam

Da minha falta de produtividade blhoguística.
Por acaso alguém se deu ao trabalho de ler isto até ao fim? É que foi feito à unha, compreendem? Se calhar sabia melhorzinho se viesse em fascículos, ânhumm?
Então vão lá... andem! ...que não sabem o que perdem. É Vitor Hugo.
suas caracoletas ranhosas, é isso, um dia hei-de desenvolver uma rosa que "sangre" lágrimas de órvalho sempre que amanhecer. Vou chamar-lhe Rosa Ranhosa
.
color:black;, [pâ quéque servem as comas? gostava de saber mudar a côr das fontes... às vezes, pelo menos.]

E ainda gostaria...

Ainda gostaria de estudar estes blhógues, fruto de uma só frutúita e frutífera lincágem. Por enquanto num sei bem o que lhes faça. Mas quase que merecem a criação de um campo à parte Um campo para Blhógues Excepcionais, que os distinga com deve de ser. Isto vai implicar migrações, e nem todos serão assim tão extraordinários (pelo menos ontem, pareceram-me), daí a necessidade de estudo:

(em 21 maio:
http://renaseveados.weblog.com.pt/
http://www.acausafoimodificada.blogspot.com/
http://almocrevedaspetas.blogspot.com/
http://babugem.blogspot.com/
http://bichos-carpinteiros.blogspot.com/
http://moodyswing.blogspot.com/
http://moreallofme.blogspot.com/
http://bomba-inteligente.blogspot.com

http://www.oquestrada.com/

Mas falta-me tempo, tempo para despachar trabalho, para tratar deste blhógue, para terminar as mudanças (ái!), para estar com a família, com as pessoas... E tem-me feito muita falta um bom(!) livro. Todos os que tinha devorei-os, há um "outro": vou devorando, mas num é para ler... é para ir lendo. Tentei googalizar a "Obra Quase Incompleta" do Alberto Pimenta publicado pela Fenda Editora e deu só isto! Ridiculo!!, da Fenda, então e em termos de ciber-visibilidade, nem se fale...
Faz-me falta uma ficção! Ou um romance... sim, um romance era bom, muito bom. Então é que ía tudo às úrtigas...

Sexta-feira, Maio 12, 2006

Fall, "A Última Ceia"




foto: cortesia do autor, Pedro Amaral, 2006

Pedro Amaral inicia o seu percurso artístico, no começo dos anos 90, sob o signo da pintura. Integra junto a Alice Geirinhas e João Fonte Santa, o colectivo SPARRING PARTNERS.

“A exposição FALL prossegue o trabalho anterior de convocação relacional de imagens de grande circulação mediática.
A intensificação dos aspectos ideológicos das iconografias investigadas constitui-se num processo crítico e irónico através do qual se pretende sugerir que a mundialização não é um fenómeno natural, mas um fenómeno político, com largos antecedentes, para atingir objectivos precisos.
Formalmente em suporte pintura, exploram-se conceitos como pobreza e abundância, democracia e liberalismo, ascensão e queda.
A crónica criada é especulativa mas aberta, por oposição à entropia de leituras que os media e demais poderes vão largando”. Pedro Amaral

Quinta-feira, Maio 11, 2006

UNDER THE STARS



Under the stars
I found a star
That asked me where to go

Under the stars
I found a star
Lost in space

Under the road
I found a road
That led to another road


foto e letra: cortesia do autor - António Olaio, 2006

António Olaio inicia o seu percurso artístico, no começo dos anos 80, sob o signo de uma dupla actividade: a pintura, a performance; posteriormente, pela via da performance, iniciar-se-ia na música e no vídeo.


"Em Under the stars, é associada a expectativa de maravilhoso à mais crua objectividade.
As estrelas aparecem aqui como que clichés da evocação da metafísica.
Ao surgirem na sua estilização gráfica, e ao serem imagens que se transformam em coisas, estas estrelas surgem ameaçadoramente cortantes, contundentes.
Uma estrela cadente é, de facto, um meteorito. E, se tiver a forma gráfica de uma estrela verá, certamente, substancialmente aumentado o seu potencial bélico.
A canção do vídeo Under the stars, aparece como banda sonora da exposição que se multiplica em:
- telas onde, nos lugares onde as estrelas se espetam como punhais, estas dão origem ao nascimento de outras realidades.
- desenhos que exploram as sua virtualidades conceptivas da própria ideia de desenho, encarando a expectativa de criatividade nas artes plásticas como um readymade a explorar.
- objectos onde representações de rostos são espetadas por varinhas mágicas que se limitam a expressar violentamente a sua materialidade.
E a canção Under the stars, na forma despudoradamente ternurenta como refere as estrelas, mais do que associar a arte ao belo, associa-a ao lindo, numa excessiva familiaridade que torna impossível qualquer pretensão de metafísica.
Under the stars I found a star that asked me where to go – de facto já não nos podemos orientar pelas estrelas se nem elas sabem onde estão – Under the stars I found a star lost in space.
Mais do que as estrelas de Under the stars, nesta exposição é explorada a condição de quem, como nós, está por baixo delas.
Num universo onde as imagens se coisificam, onde a metafísica se nega a si própria ao ser táctil, material, o que poderia ser uma atitude fortemente deceptiva explora sobretudo o encanto dessa condição. E nada melhor do que celebrar o fim da metafísica com uma canção. Na abstracção da melodia pode não haver coisa mais metafísica que o fim da metafísica." António Olaio



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UNDER THE STARS de António Olaio + FALL de Pedro Amaral
De 11 de Maio a 29 de Julho das 19h às 23h na ZDB
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Quarta-feira, Maio 10, 2006

Sermão de S.to António aos Peixes



“O polvo com aquele seu capelo na cabeça, parece um monge;
com aqueles seus raios estendidos, parece uma estrela; com aquele não ter osso nem espinha,
parece a mesma brandura, a mesma mansidão.
E debaixo desta aparência tão modesta, ou desta hipocrisia tão santa, testemunham constantemente os dois grandes Doutores da Igreja latina e grega, que o dito polvo é o maior traidor do mar.
Consiste esta traição do polvo primeiramente em se vestir ou pintar das mesmas cores de todas aquelas a que está pegado.
As cores que no camaleão são gala, no polvo são malícia.”
PADRE ANTóNIO VIEIRA (1649)

Terça-feira, Maio 09, 2006

"Um" Pos'trasado

Desculpádo por um lema cá muito meu (róbadinho ò Sr. Quino, argentino), O que é que tenho feito?

...Muitas asneiras, e de seguida, ainda por cima. Algumas, até, daquelas que num se fazem. Mas nem só disso vive um rapaz: Descobri gente muito gira e, ainda mais díficil, uns (muito) poucos (muito) especiais.

Qué-que-querem? Lancei foguetes, fiz a festa, apanhei as canas e depois varri o chão da feira. Impagável. Rendi-me. Sou todo Vosso: Blhogólhândia e Blhógolhandeses, o processo de aculturação mais rápido a que já assisti. Na pele. Deslumbrado mais do que tatuado, mas a meio caminho andado...


O Lema? "A minha consideração vai toda para a tua pessoa. Sobra-me muito pouco para os teus aspectos pessoais." Mas vou fazer um esforço. Ao fim ao cabo: O Monstro também precisa de amigos.
Apesar de não ver caras tenho tentado ver corações, os nomes é que me escapam completamente. O mal que tenha feito em consciência, pois, vou tentar recuar nos passos e desfazê-lo um poucochinho. Ao bem que me fez ('que é que se diz?): Quero mais!
O que não tem remédio, remediado está e, por outro lado, algumas coisas é necessário deixar arrefecer antes de se tornar a remexer.
No entanto, No Entanto, No entanto... A alguns sítios não hei-de voltar, a outros fidelizár-me-ei, uns já larguei e... outros se alevantam. A vida num há-de ser só isto, pois não?

Segunda-feira, Maio 08, 2006

Ai é?,


Entonces vê lá isto.

«... abismo no meio do temporal de uma noite, que afinal, está toda inundada»

Esta é ambiciosa. E acontece por que num consigo ter nada para vos contar. Ou por onde começar seja o que for, ou o que quer que seja. Amén (assim seja, ái min... para os curtos de vista até faria um desenho.)

«(...)De repente começou a agitar-se. Dir-se-ia que avisava a criança. Era o vento que tornava a levantar-se.
Nada de tão extraordinário como aquele morto em movimento.
O cadáver pendente do extremo da corrente, impelido pelo sopro invisível, assumia uma certa atitude oblíqua, elevava-se para a esquerda, tornava a descer, e tornava a subir para a direita, e assim subia e descia com a pausada e fúnebre exactidão dum pêndulo. Era um vai e vem terrível. Julgar-se-ia ver nas trevas o pêndulo do relógio da eternidade.
Durou isto assim algum tempo. O pequeno, na presença daquela agitação do morto, sentia-se despertar, e atrás do resfriamento que o invadira, sentia claramente medo. A corrente a cada oscilação, rangia com uma regularidade medonha. Parecia que retomava fôlego para recomeçar. Aquele chiar assemelhava-se ao canto da cigarra.
A aproximação de uma borrasca produz súbitos ímpetos de vento. A brisa tornara-se de repente ventania. A oscilação do cadáver acentuou-se então sinistramente. Já não era balanço, era abalo. A corrente que rangia, gritou.
O grito da corrente parece ter sido ouvido. Se era um apelo, foi entendido. Do fundo do horizonte acudiu grande ruído.
Era o ruído de asas.
Sobrevinha um incidente, o incidente tempestuoso dos cemitérios e das solidões, a chegada de um bando de corvos.
Inúmeras manchas negras voadoras picaram o nevoeiro, furaram a bruma, aumentaram de volume, aproximaram-se, amalgamaram-se e condensaram-se, apressando-se para a colina, soltando gritos. Parecia a vinda de uma legião. Aquela escória alada das trevas chegou e pousou na forca.
A criança, assustada, recuou.
Os enxames obedecem a ordens. Os corvos tinham-se agrupado na forca. Nenhum estava sobre o cadáver. Falavam entre si. O grasnar é medonho. O uivo, o silvo e o rugido, representam vida; o grasnar é a aceitação satisfeita e voluntária da putrefacção. Quando se ouve grasnar parece ouvir-se o ruído que produz o silencio do sepulcro, ao despedaçar-se. O grasnar é uma voz que contém trevas. A criança estava gelada.
Mais ainda pelo terror que pelo frio.
Os corvos calaram-se. Um deles saltou para o esqueleto. Foi um sinal. Precipitaram-se todos, viu-se então uma núvem de asas; depois todas as penas se fecharam, e o enforcado desapareceu debaixo de um formigar incrível de ampolas negras que se agitavam na escuridão. Naquele momento o morto sacudiu-se.
Seria ele? Seria o vento? Deu uma espécie de salto medonho. O vendaval que se estava a desenvolver, ia em seu auxílio. O fantasma entrou em convulsão. Era a rajada, soprando agora em plenos pulmões, que se apoderava dele e o agitava em todos os sentidos. Tornou-se horrivel. Não parava de se mover. Era um boneco medonho, tendo por cordel a corrente de uma forca. Na sombra havia decerto algum parodista, que agarrava o cordel, e se divertia com aquela múmia, que volteava e saltava, como prestes a deslocar-se. Assustados o0s pássaros levantaram voo. Foi um ressaltar enorme de todos aqueles animais infames. Depois voltaram, e logo principiou a luta.
O morto pareceu então animado por uma vida monstruosa. Os ventos erguiam-no como se quisessem levá-lo; dir-se-ia que se debatia e esforçava por evadir-se; a golilha que lhe cingia o pescoço detinha-o. Os pássaros reproduziam todos os movimentos que fazia, recuando, depois avançando, enfurecidos e encarniçados.
De um lado, extraordinária tentativa de fuga; do outro, presseguição a um acorrentado. O morto, impelido por todos os espasmos do vento, tinha sobressaltos, abalos e acessos de cólera; ia, vinha, subia, descia, repelindo sem descanso o enxame disseminado. O morto era clava, o enxame poeira. A terrivel saraivada assaltante não largava a presa e mostrava-se cada vez mais teimosa. O morto, como que atacado de loucura sob aquela mantilha de bicos, multiplicava no vácuo as suas pancadas cegas, que fazia lembrar o girar de uma pedra na funda. Por momentos tinha em cima de si todas as garras e todas as asas, depois nada; eram desvanecimentos da orda seguidos imediatamente de novos e furiosos ataques. Terrível suplício que continuava depois da morte. Os pássaros pareciam fernéticos. os respiradores do inferno devem dar passagem a semelhantes enxames. Ferimentos de garras, picadas, o grasnar contínuo, o arrancar de pedaços que já não eram de carne, o ranger da forca, o roçar de um esqueleto, o tinir de ferragem, o sibilar da rajada, o túmulo, enfim; não se pode imaginar luta mais sinistra. Um duende contra demónios. Uma espécie de combate entre espectros.
Por vezes, redobrando o vento, o enforcado girava sobre si mesmo, resistindo ao enxame por todos os lados alternadamente, parecia querer correr atrás dos pássaros. Quando virava para eles os dentes, parecia querer mordê-los. O morto tinnha o vento a seu favor e a corrente contra, como se naquilo se intrometessem deuses das trevas. O vendaval era a batalha. O enforcado estorcia-se, o bando de pássaros rodava por cima dele em espiral. Era um rodopio num turbilhão.
Em baixo ouvia-se um rugir imenso, que era o mar.
A criança olhava para aquele sonho. De repente pôs-se a tremer como varas verdes; ao mesmo temppo, correu-lhe por todo o corpo um calafrio, cambaleou, faltou-lhe a vista e esteve para cair, voltou-se, apertou a cabeça entre as mãos, como se a cabeça fosse um ponto de apoio, e, desvairado, com os cabelos ao vento, desceu a colina a passos largos e comos olhos fechados, quase fantasma também, fugindo e deixando atrás de si aquele tormento na noite.»
Vitor Hugo in O Homem Que Ri, Capítulo 5: Árvore De Invenção Humana

Quarta-feira, Maio 03, 2006

Um Post-it Gamado: extou muito, muito Felixxxxxxxx

Ante-ontem foi a Nossa primeira desgarrada.
No dia seguinte faltei ao Ioga, mas e ainda assim senti-me tão bem.
Ontem... Ontem foi a loucura.
Hoje: Sinto-me possesso (mais uma vez numa ocupação com 4 ésses).
Só lamento: a tua condição de Zombie. E isso é a única sombra que ofusca este esplendoroso dia. Sinto-me preocupado, contigo a guiar por aí, ...please... hoje num tires as mãos do volante, nem para tirar uma fotografia, nem uma. Quando chegares, já lá estará, à tua espera, a única fotografia que (hoje) te falta. E faz boa viagem, e regressa bem:
Saudades, já, muitas e plenas de sentidos, Saudades, saudades, saudades...

E agora Veneno,

agora Veneno, estão a atirar-me o meu próprio veneno à cara

Terça-feira, Maio 02, 2006

Ao menos

uma hipótese para explicar o porquê e a natureza das coisas na sua condição de serem raras.

Correndo riscos... desnecessários, mas intensamente prioritários: A ânsia de te ver e rever diariamente nos episódios que marcam o passar do agora, já foi, este presente era o futuro que entretanto se fez passado, e eu torpi-me... tropecei, escorreguei e cai no chão,
ralado de preocupação

sinceramente, sou
O Desastrado

Ai o Amor,

«Ai o amor,
O amor é como'à lua
ora cresce ora míngua.»

in "Ó Que'Strada"


«I once fall in love with you
Just because the sky
turn from grey into blue»

from [onde é que eu estava com a cabeça?] Cocorosie

Sábado, Abril 29, 2006

Fica tanto por dizer

Ainda o Mestre AVC:
«da semana de 20 de Abril a 26 de Abril
As cartas escolhidas são a Descoberta e a Estrela do Homem.
Esta semana poderá assumir um novo relacionamento. Contudo, se pretender terminar outro, seja diplomata e não fira a pessoa em questão com actos ou palavras. Faça uma análise prévia, questione os seus sentimentos ao iniciar essa relação. A cor da semana é o Violeta. (...)
Amor: 2 bólinhas [que equivale a Bom (??)];
Trabalho: 4 bólinhas;
Dinheiro: 3 bólinhas;
Saúde: 3 bólinhas». E assim foi!
«O seu estado de espírito mudará a cada fase da Lua, e durante o dia umas duas ou três vezes. Isto poderá tornar este nativo fascinante e misterioso, ou mesmo algo desagradável. É melhor nunca ler o seu diário, nele estarão guardados os seus segredos profundos. Contudo o nativo de caranguejo gosta de conhecer os segredos dos outros para os conhecer melhor. No amor é extremamente leal. Quando escolhe o seu amado segura-o com a sua forte tenaz. É dramático btrincar com os seus sentimentos, pois ele amará, honrará e obedecerá numa devoção sem igual ao seu amado. Tem uma profunda necessidade de ser mimado e amado, porque afinal ele dá tudo de si em troca desse amor. Não há limite para os sacríficios que faz pelo ser que ama. Com os filhos é extremamente cuidadoso, cria laços fortes e muito ternos.» E assim é!

«Eu torço! e torço por ti, com toda a força.»

[nem feito nem começado, nem para aqui nem para ali, mas era além que devia estar, ou, um comment que quis ser posto noutro sítio]

Este teu ciclo foi longo. E eu dou graças a Deus (com eu's pequeno e tudo) pelo ciclo que ora se reinícia.
Ontem foi lua nova. é o momento em que se começam a plantar as sementes de um novo período. Na lua cheia recolhes. Daqui até lá muita atenção, daqui até lá muito carinho e cuidado. O que cresce, tu sabes e soubeste desde do início, deve ser protegido de coisas assins e afins. O que brota é lindo, o amor com que regas também.

O teu bem é o meu bem, e se alguém já merecia uma história diferente éramos nós!, os teus cruéis leitores que aqui se têm vindo abastecer da dose de cripptónite que tens transpirado, quasi diariamente, pelos poros dos teus dedos.
Só, não tens querido acreditar nos reveses que te insistem em bater à porta. Então manifestas-te, numa purga cheia do humor incrédulo de quem conta uma estória inverosímel ...muito bem contada.
(Partes d]A tua vida foi surgindo por aqui espelhada num mosáico muito garrido - o que é um eufemismo para a festa que são a narrativa dos teus dias, Dia. - pintalgado em tons de festím. Tudo, até as desgraças acompanhadas por visões de melhores tempos e momentos e para além da famelga que te saiu na rifa, têm sido servidos em tom mais do que brilhante, sim mais, radiante!
Tu sempre irradiáste "qualquer coisa".
Mas sorpassa a dor, dor sofrida, dor injusta e inaceitável para os teus parâmetros de lógica... e de conforto. Daí os teus contos, nos quais vais purgando as tuas penas.
[ou, tenho-que,-também-eu] Subordino-me ao signo da tua força matriz, da Fortuna que te rege e que é por natureza muito, muito feliz, apesar de ir rodando, ora em cima ora por baixo. Esta, a tua fortuna é o anjo, digo, guarda costas celestial, que ora se acomoda pelas tua costas ou se sossega no teu bolso até que a vás lá buscar. Sempre, sempre será assim, têm-la por fiel companhia.)
E com "esta" afortunada fé, de que a festa que trazes no bolso é maior do que a soma de toda as pequenas e enormes contrariedades que te vão assolando (assim como a todos nós de diferente mas de muito igual modo (as tuas experiências reapresentam-nos arquétipos que nem supunhamos que existissem. É toda uma nova cosmogonia que se escreve: a da tua vida e do panteão dos que a ela acedem, os bons e o maus... momentos.), e tu Sorris. Tu tens-te bastado e sobrado não só para ti mas para a Tua que te é mais querida.

Quinta-feira, Abril 27, 2006

A Pequena Irmã.


A minha sobrinha mais nova é brilhante! Brilhante como a mãe.
Juntas, Alumiam Qualquer Dia.

Terça-feira, Abril 25, 2006

O Sonho de Francisco Goya e Lucientes, pintor e visionário



«Na noite de 1 de Maio de 1820, enquanto a sua loucura intermitente o visitava, Francisco Goya e Lucientes, pintor e visionário, teve um sonho.
Sonhou que estava debaixo de uma árvore com a sua amante de juventude. Era o campo austero de Aragão, e o sol ia alto. A sua amante estava num baloiço e ele empurrava-a. A sua amante tinha uma sombrinha de renda e ria com risadas breves e nervosas. Depois a sua amante caiu na relva e ele seguiu-a aos trambolhões. Rebolaram pelas encostas da colina abaixo, aré que chegaram a um muro amarelo. Debruçaram-se no muro e viram soldados, iluminados por uma lanterna, que estavam a fuzilar uns homens. A lanterna era incongruente, naquela paisagem ensolarada, mas iluminava lividamente a cena. Os soldados dispararam e os homens caíram por cima das poças do seu sangue. Então Francisco Goya e Lucientes tirou o pincel de pintor que trazia à cinta e avançou brandindo-o ameaçadoramente. Os soldados, como por encanto, desapareceram, espantados com aquela aparição. E no lugar deles surgiu um gigante horrendo que estava a devorar uma perna humana. Tinha os cabelos sujos e a face lívida, dois fios de sangue escorriam-lhe dos cantos da boca, os seus olhos estavam embaciados, mas ria.
Quem és?, perguntou-lhe Francisco Goya e Lucientes.
O gigante limpou a boca e disse: sou o monstro que domina a humanidade, a História é minha mãe. *
Francisco Goya e Lucientes deu um passo e bradiu o seu pincel. O gigante desapareceu e no seu lugar apareceu uma velha. Era uma megera desdentada, com pele de pregaminho e os olhos amarelos.
Quem és?, perguntou-lhe Francisco Goya e Lucientes. Sou a desilusão, disse a velha, e domino o mundo, porque todos os sonhos humanos são sonhos breves. *
Francisco Goya e Lucientes deu um passo e brandiu o seu pincel. A velha desapareceu e no seu lugar surgiu um cão. Era um cão pequeno enterrado na areia, só com a cabeça de fora.
Quem és?, perguntou-lhe Francisco Goya e Lucientes.
O cão levantou o pescoço e disse: sou a fera do desespero e troço das tuas penas. *
Francisco Goya e Lucientes deu um passo e brandiu o pincel. O cão desapareceu e no seu lugar apareceu um homem. Era um velho gordo, com um rosto flácido e infeliz.
Quem és?, perguntou Francisco Goya e Lucientes.
O homem fez um sorriso cansado e disse: sou Francisco Goya e Lucientes, contra mim nada podes. *
E naquele momento Francisco Goya e Lucientes acordou e encontrou-se sozinho na sua cama.»
Antonio Tabucchi, Rêves de rêves ed. 10/18 - Editions Christian Bourgois
p.s.: Gracias Kinki.

FLOCA, tu até podes ser um querido,

mas livra-te de aparecer por aqui.
Ou então, se passares, queda-te mudo!

Domingo, Abril 23, 2006

Muito trabalhinho por aqui.

Óh sim, sim. Sim, sim, óh sim, sim. Muito trabalhinho.
(E amanhã é capaz de haver um ratito mais.)

ass: O deslumbrado

Sábado, Abril 22, 2006

Ai é? Então furem lá isto...

Memória Descritiva da visita guiada à exposição Eflúvio Magnético
de João Maria Gusmão e Pedro Paiva



As visitas guiadas decorrem no edifício sede da Galeria ###. Começam no átrio e reparte-se por entre os dois pisos ocupados pela exposição (intervalando-os com uma pequena pausa para lanche, no caso do 1º ciclo), numa duração mínima de 90 minutos a 2 horas e meia de duração. Os grupos são constituídos por turmas, a unidade básica de referência e de trabalho do nosso serviço educativo.

A estratégia pedagógica utilizada nas visitas é a que considera a teoria construtivista do conhecimento, “a” que implica que, entre as diversas possibilidades legítimas de enquadrar/encarar a aprendizagem, é o aprendiz que constrói o seu próprio conhecimento a partir das experiências com que se depara. O monitor e o espaço são os outros dois elementos intervenientes no processo de aprendizagem. A questão é: o conhecimento ensina-se ou apreende-se? A resposta será: “ambos os casos”. No entanto, as experiências museológicas não se compadecem com avaliações ou com aferições tautológicas. Tratam-se de experiências que nos podem ajudar a desenvolver o espírito crítico e a “trabalhar” os graus de subjectividade inerentes a cada um. E portanto, nas nossas visitas, tentamos que sejam os “aprendizes” a realizar um processo dialéctico com os objectos artísticos observados e a ponderar hipóteses, soluções e conclusões que façam sentido para todo o grupo. O monitor que orienta a visita tem mais por função colocar as perguntas adequadas que despoletem raciocínios lógicos do que dar as respostas (ditas) “certas”. Em suma, funciona como moderador realizando um diálogo permanente em que todos participam: Os que têm algo a dizer, “forçar” os mais tímidos a manifestarem-se e sobretudo tomar especial atenção às respostas mais significativas e confrontar todo o grupo com soluções pertinentes sugeridas pelos colegas (- Escutem, o/a colega disse “tal-e-tal”. Concordam? Sim? Não? Porquê?). Um dos aspectos destas visitas é o de serem, também, oficinas de pensamento.
Nesta óptica, pretende-se que a visita decorra num ambiente de cumplicidade no qual as regras restringem-se aos mínimos estritamente necessários, para que, de modo ordeiro, as visitas decorram dentro de um espírito casual e livre.

No átrio de entrada da Galeria e após a chegada das crianças, procede-se às apresentações e faz-se um pequeno levantamento de quem é que, no grupo, ainda não visitou a ### (estes casos são cada vez mais raros, mas ainda ocorrem). Em caso positivo, pergunta-se-lhes se os seus colegas lhes explicaram o que é que vinham fazer. É sempre interessante perceber como são descritas as visitas entre “eles”. Nos casos em que ninguém lhes explicou o que “é que vamos fazer hoje” pede-se a ajuda dos colegas que têm visitado a ### para, agora, explicarem o que é que “acontece” e o que é que se faz quando se visita a Galeria. Entretanto, calha que o espaço do átrio está sempre em mutação. Que há sempre alguma alteração, e muitas das vezes, as crianças entram e entre “Olá!” alguns reparam que “isto” está diferente. E costuma ser a partir daí que se começa. Esta visita vai ser uma longa conversa!

Este é o momento em que se toma o “pulso” ao grupo, identificando o tipo de comportamento colectivo e os elementos que irão precisar de mais atenção ou acompanhamento (desde o desconhecimento da língua portuguesa a distúrbios de ordem comportamental ou outros). Enunciam-se algumas regras para regular o diálogo que irá decorrer ao longo da visita (meter o dedo no ar quando se quer intervir e esperar indicação para falar). Num grupo que costuma ter uma média de 20 alunos, escolhe-se a dedo (em todos os sentidos literais) umas quantas crianças que irão levar consigo uns objectos que nos irão ser úteis. Não se trata propriamente de materiais de recurso pedagógico, mas no entanto… eis a lista: um íman; um íman partido ao meio, portanto dois pedaços; um minúsculo parafuso e uns pedaços de fita, restos inutilizados pelos artistas na mesa de montagem.

– O que é que está diferente? – Muitos começam de imediato a responder. Eis a oportunidade de reiterar as regras, que são poucas e simples. Para além do dedo no ar, não se corre, e, se formos empurrados não retaliamos, afastamo-nos, metemos o dedo no ar e dizemos: “empurraram-me.” Claro que esta última nunca foi seguida à letra. Mas é enunciada e concorre para um bom clima na visita, porque o monitor pode sempre repetir o que já foi dito, relembrando-os. Mais tarde e junto aos objectos artísticos enunciam-se outras, breves, regras.
– Isto! E aquilo, e já não há árvore, e o buraco agora está tapado e tiraram a pintura da parede.
– Porquê? Porque é que tiraram a pintura da parede?*
Há perguntas que não têm resposta fácil, mas todos ficam a pensar… Neste momento a parede é branca e a primeira peça – “Pedra a Cair”, projecção de 16 mm – encontra-se aí exposta. Trata-se de uma projecção com um plano invertido (virado em 180º) de uma montanha recortada por céu, a terra no cimo e o céu por debaixo, onde duas personagens caminham para o cume, na direcção de uma pedra em equilíbrio periclitante.
– Terá a ver com o filme? Podíamos vê-lo em cima da pintura?
– (todo o tipo de manifestações).
– Então o que é que vemos neste filme? – Pretende-se e insiste-se em que sejam exaustivos.
– Rochas! Pedras!
– Têm nome?
– Montanha!
– Mais! Só isso?
Costuma haver um pequeno silêncio
– Não vemos mais nada?
O monitor, se for caso disso, aproxima-se da porta de entrada, que entretanto foi fechada por causa das condições de luminosidade para a projecção, e esticando-se em direcção ao céu, pergunta para onde é que está a olhar.
– Para o céu! – Responde um coro colectivo.
– Ai é? E aqui (apontando para a projecção) estou a ver algum céu?
– Sim!
Salienta-se então a importância de enumerar todos os elementos que constam na composição. – Houve alguém que não tenha visto o céu na projecção? – Trata-se de uma pergunta aparentemente cretina, é óbvio que todos viram.
– Então porque é que não disseram? (…) – Olhem, tudo o que vêem é importante. Há mais alguma “coisa” que ainda não tenham dito? Vejam lá bem…
-- Algum ou alguns acabam por se aperceber que há alguma coisa no cimo da montanha, uns bichos ou umas coisas quaisquer. A partir do momento em que uns chamam a atenção dos outros, todos se põem a observar o cimo da montanha, e então alguém arrisca: – Homens!
-- Exacto! -- Chama-se-lhes a atenção para o facto do filme estar em loop (que chegando ao fim volta ao início). Os homenzinhos chegam a um determinado ponto e dão um “salto”, voltando ao início do seu trajecto.
-- Há mais alguma coisa? Alguma coisa que se destaque, que seja diferente de todas as outras?
Alguns dedos no ar, aponta-se para um/a:
-- Aquela pedra ali! É diferente. Aqui a criança costuma apontar numa direcção imprecisa, por causa da distância, mas que ajuda a que todos “a” encontrem.
O monitor que é bastante mais alto corrobora a ideia e aponta também:
-- Concordam? Aquela pedra é diferente das outras?
-- E então… O que é que lhe vai acontecer? O que é que vai acontecer a esta pedra?
-- (coro colectivo) Vai cair!
É o momento de lhes revelar que o título da peça. Subentendendo que foram eles que lá chegaram e partilhando a informação que as pessoas que vivem perto “dela” também acham que vai cair e por isso lhe chamam a «pedra a cair».
-- Mas, esperem lá… (ar de dúvida) aquela pedra quando cair… Vai cair para onde?
Eis um primeiro momento de polémica. O filme está invertido, mas, e muitas das vezes, só agora algum chama a atenção para o facto (Já todos o tinham percepcionado, mas é estratégia pedagógica deixar que sejam eles a referir elementos dessa importância.), o que vai originar reinterpretações da “realidade”. Uns levantam o dedo, apontando-o para o ar, e dizem para baixo e outros apontam para baixo e dizem para o céu. Gera-se uma saudável confusão onde, algumas vezes, entre eles, se começam a trocar argumentos e a justificar posições.
-- Então a realidade está de “pernas-para-o-ar”? Mas isso faz diferença para a pedra? Vejamos (apontando para cima), quem é que acha que a pedra vai cair para o chão? Dedos no ar! E (apontando para o chão) quem é que acha que a pedra irá cair para o céu? Dedos no ar!
Acaba por surgir a oportunidade de falar no “porque é e como é que” as coisas caem. Existe sempre alguma criança, mesmo no 1.º ano, que já ouviu falar na gravidade e à qual é dada a possibilidade de (se) explicar aos outros pelas suas próprias palavras. O monitor (se for caso disso) desenvolve e apresenta o princípio das “leis físicas”, começando por discutir o que é uma Lei e concluindo com a noção de que há propriedades nas coisas que não podem ser contrariadas:
-- [a apresentação do conceito é livre. Depende dos conceitos pré-existentes nos aprendizes.]

Pensando melhor no assunto, as crianças concluem que a pedra, mesmo numa realidade inversa irá “obedecer” às leis que a regem. Nas palavras das próprias crianças: “A pedra vai cair para cima!”

-- Vamos subir e deixar as mochilas e os lanches no 2.º andar. – Propõem o monitor. Só que entretanto irão decorrer diversas breves paragens no percurso.
Sobe-se os primeiros lances de escadas até ao painel que apresenta a exposição e os seus autores:

[Um painel irreprodútivel]

Inocentemente, pergunta-se-lhes se já sabem ler muito bem, razoavelmente ou (e tudo depende do ano) se já conhecem quase as letras todas. – Conseguem ler isto? – e aponta-se para o título.
No caso do primeiro ano fazem um reconhecimento das letras uma a uma e posteriormente um voluntário, pausadamente, lê a primeira palavra: E_F_L_Ú_V_I_O. (Em todos os casos, refere-se de passagem que para ler as palavras temos de identificar as letras: os elementos. Este assunto irá ser desenvolvido, já de seguida, com a 1.ª fotografia.)
-- Muito bem! E sabem o que é que quer dizer?
-- (silêncio e olhos arregalados) …
-- Ah! (expressão significativa, com ar de quem detém uma grande verdade.)
– Então, não basta saber ler. Temos de interpretar, compreender, perceber, entender… (todos os substantivos necessários até à compreensão do conceito). – Se lemos uma palavra e não sabemos o que é que quer dizer serve-nos de alguma coisa? -- As crianças concordam em que ler uma palavra que se desconhece não nos dá o significado da mesma.
-- E a outra palavra, quem é que a consegue ler?
-- M_A_G_N_É_T_I_C_O.
-- Óptimo! Alguém sabe o que é que quer dizer? Tem a haver com o quê?
Eventualmente, um ou outro sabe e todo o grupo passa a saber. Se não sabem recorremos pela primeira vez ao íman que uma das crianças guarda.
-- O Íman tem propriedades, qualidades, está na sua natureza, no seu feitio… (mais uma vez, não se foge de palavras difíceis, usa-se e depois substantiva-se até surgir entendimento. As crianças não devem ser protegidas destes “palavrões”, apresentamo-los e depois (não dando o ar de que se está a explicar) elucida-se os aprendizes com sinónimos.
(Tem continuação, mas vocês já não levam com o resto. Já basta o que basta.)

links, Já sei fazer

[Ou, Conversas leva-as o vento]

óh, perguntas:
óh, respondes:

(e daí, não se tira (nem deve) nenhuma conclusão.)

Quarta-feira, Abril 19, 2006

O regresso do filho desnaturado.

Dois meses dois.
Há-de ser suficiente.
[já viste! chegas aqui e perdes a vontadinha toda.]
(...)

(vamos, mais um esforço!)

Apesar de muitas coisas por explicar, já está tudo practicamente dito. Ou melhor, 'tenho nada dizer, muito pouco a acrescentar. De resto isso topa-se à légua no mais que pretéritó-exclusivo e único post que por aqui tem jazido só e abandonado. E que, pelos vistos, assim se arrisca a ficar, quedando-se, p'ráqui plantado, agora com este por companhia...

Já percebi quase tudo. Entendi os poderosos efeitos terapêuticos ou (como-se-queira) profilácticos da coisa, de coisar, ai, ...de blogar. Mas confesso: (e esta mudança sem ritmo, sim? agora quis evitar as recorrentes reticências. Devo estar a querer iludir-me, mas a verdade é que estou bastante renitente em prosseguir) Dar-me assim à morte?? Uma exposição a este nível... é o que desejo? tenho sérias dúvidas. [Parágrafo] Não se trata de um problema de avaliação ou do julgamento a que me sujeito (Tchhhack!) - ...quem me conheça... sabe que me estou positivamente a cacar. -. Trata-se de, isso sim, das duas uma ou de uma das duas (outra vez a desconversar) (julgo, estou convencido, de que vos estou a enchotar, a cuidar de que ninguém tenha paciência para furar pelo meio deste despropositado discurso, destas recorrentes reticências e parêntesis, a torto e a direito, porque nem sequer me dou ao trabalho de complicar a escrita de modo a facilitar-vos a leitura).

Cheguei lá.
E não vou além... disso. Fico já por aqui.
(post de dia 19, quando estava neura, com instintos blogó-tanásicos)

Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006

Esquece lá isto

Trafuncas não tem nada que se lhe diga!
Trata-se de um ridiculo sub-adjectivo que funciona à laia de "strumphismo". Se me falta uma palavra...: Trafuncas.
Porém, é imperfeita. Não tão eficiente como quem diz "passa-me o saca-estrumfes" ou "o estrumfa-rolhas". Trafuncas é um pouco como o Catrimfas, ou o "Tchamfas".
Enfim. Se se quer evitar dizer ena pá! ou ena Mãe! pois, diz o que apetecer. É o caso.

Comecei, só, por me querer identificar para um blog empantanas, e vai daí, de etapa em atapa
(step 1, step 2) terminei assim, a esgatafunhar tolices. Eu bem quis escolher um nome mais, como dizer, trinfas! mas não me deixaram. Em desespero de causa ainda tentei chamar abatanado ao blog, mas nem isso me deixaram. Que não é possivel, que tente outro. Recuei uns oito anos no tempo para quando tentei criar o meu primeiro endereço de e-mail no Yahoo. Também aí me diziam que estava tudo usado (o meu nome, o meu próprio (...) usado??), que não era possivel, que... yá-yá. Olha: Trafankas, que é como quem soletra #######, ou cócó e xixi.